Get me outta here!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Comida, a tradição por um fio.

A comida é um elemento muito importante e que define a identidade regional, a partir dela podemos ter ideia da cultura de determinado local e compreender seus costumes. Por exemplo, as receitas podem percorrer muitas gerações e, muitas vezes, se mantém intactas, carregando assim muitas histórias.
A culinária foi ganhando espaço e pratos locais passaram a ser conhecidos por outras regiões e, assim, utilizados como referência àquele local de onde foi originado. Esse processo levou-nos à culinária e suas tradições como “comida típica”, e passou a ser item fundamental no turismo, já que quando se pensa em visitar um local associamos quase que instantaneamente a sua cozinha e seus pratos típicos. Graças a sua importância, muitos países já possuem reconhecimento e proteção da culinária pela UNESCO, sendo considerada como Patrimônio Cultural Imaterial.
Segundo a UNESCO (2003) “O Patrimônio Cultural Imaterial ou Intangível compreende as expressões de vida e tradições que comunidades, grupos e indivíduos em todas as partes do mundo recebem de seus ancestrais e passam seus conhecimentos a seus descendentes”.
A comida mexicana já está inserida na lista de Patrimônio Imaterial da UNESCO, com sua culinária à base de milho e com sabor picante, com pratos muito conhecidos, como os burritos, nachos, guaca mole e os tacos.
Alguns outros países também têm esse título, como a Itália, reconhecida por suas massas; a França, pela elegante combinação de seus pratos; o Japão, com culinária a base de arroz e peixe, dentre outros.

No Brasil, apesar de termos um grande leque de comidas típicas, ainda não possuímos reconhecimento como patrimônio imaterial.



Vale ressaltar que na maioria das vezes a comida nos relembra laços familiares, como a comida materna, ou das avós e tias. Basta lembrarmos de frases clássicas como “Nada como comida de mãe” ou “O Bolo da vovó”, por exemplo. Temos essa referência pelo fato de que a mulher ainda é quem mais tem contato com a alimentação, principalmente dos filhos.
Nas gerações passadas o momento das refeições ficou bem marcado, quando as pessoas comiam comida caseira, feitas em casa, que possuíam um tempero familiar, receitas passadas por gerações de sua família, com características próprias.
Atualmente esse tipo de alimentação tem sido ameaçado. As pessoas andam mais ocupadas e, como cozinhar demanda tempo, acabam optando por alimentos práticos e instantâneos, como lasanhas industrializadas, macarrão instantâneo, e uma variedade de outros produtos. Diante desse cenário, as indústrias alimentícias adotam formas de relacionar a imagem de alimentação caseira aos seus produtos, para persuadir as pessoas na hora da compra. As propagandas fazem o produto parecer caseiro e artesanal, nos passando a imagem familiar de carinho e cuidado com a fabricação do produto e incentivando ainda mais seu consumo. Comerciais trazem a ideia de sabor e emoção ligada ao alimento, mostram imagens de familiares ao redor da mesa e grupos de pessoas felizes ingerindo o produto oferecido.
Essa prática tem tomado cada vez mais espaço, e aos poucos os “velhos costumes” culinários podem ser deixados de lado. Uma família onde os pais não têm a oportunidade de se preocupar com a alimentação, e a comida é, em grande parte, comprada para ser consumida rapidamente, não terá o “legado culinário” para passar para seus filhos e netos. Provavelmente, na alimentação destes também estarão presentes os alimentos práticos e, assim, isso vai se perpetuando pelas gerações, enfraquecendo uma cultura tão rica e importante: a da “comida caseira”, essencial para a identidade de um povo.

QUESTÃO PARA DEBATE:
Você acha que a comida pode ser vista como um patrimônio cultural?
Refletindo sobre seu tipo de alimentação, acha que poderia contribuir para o processo de disseminação cultural da sua culinária familiar ou regional?



REFERENCIAS:

BARROCO, Lize. A importância da gastronomia como patrimônio cultural, no turismo baiano. Disponível em: <http://www.obsturpr.ufpr.br/artigos/alimbeb1.pdf> Acesso em: 22 de Abril de 2016.
ENVOLVERDE, Abril de 2015. Comida, Patrimônio ameaçado. Disponivel em: <http://www.envolverde.com.br/1-1-canais/bem-estar/comida-patrimonio-ameacado/> Acesso em 22 de Abril de 2016.
TEIA ORGANICA. Comida, patrimônio ou negocio? Disponível em: <http://teiaorganica.com.br/blog/comida-patrimonio-ou-negocio/> Acesso em 23 de Abril de 2016.
PARANÁ GOVERNO DO ESTADO, Setembro de 2015. Comida, pratrimonio ou negocio?. Disponível em: <http://www.filosofia.seed.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=606> Acesso em 23 de Abril de 2016.
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS, Outubro de 2015. Fórum lança exposição: Comida é patrimônio. Disponível em: <http://www.cfn.org.br/index.php/forum-lanca-exposicao-comida-e-patrimonio/> Acesso em 23 de Abril de 2016.
DIAS, Juliana. OUTRAS PALAVRAS, Junho de 2015. Comida, patrimônio ou negocio?. Disponível em: <http://outraspalavras.net/brasil/comida-patrimonio-ou-negocio/> Acesso em 23 de Abril de 2016.

SIGA COM SAUDE, Fevereiro 2016. Alimentos industrializados duram mais – Seus prejuízos também. Disponível em: <http://sigacomsaude.com.br/2016/02/alimentos-industrializados-duram-mais-seus-prejuizos-tambem/> Acesso em: 13 de Abril de 2016.

NASHI, fonte UNESCO. Comida Japonesa, Patrimonio Cultural da Humanidade. Disponivel em <http://www.restaurantenashi.com.br/comida-japonesa-patrimonio-cultural-da-humanidade/> Acesso em 13 de Abril de 2016.

TERRA, Culinária mexicana é patrimônio cultural da humanidade. Disponível em: <http://vidaeestilo.terra.com.br/turismo/turismo-de-negocios/cidade-do-mexico/culinaria-mexicana-e-patrimonio-cultural-da-humanidade,85f50bc99435b310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html> Acesso em 13 de Abril de 2016.

DIAS, Juliana. MALAGUETA, Comida é Patrimônio. Disponível em: <http://www.malaguetanews.com.br/destaques/comida-e-patrimonio> Acesso em 13 de Abril de 2016
UNESCO, Patrimônio Cultural Imaterial. Disponível em: <http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/world-heritage/intangible-heritage/> Acesso em: 25 de Abril de 2016.




AUTORIA:

Jacykaysla Pacheco da Silva - Bacharelado em Ciencias Biologicas/UFRJ - PIBEX

segunda-feira, 18 de abril de 2016

#OCUPATUDO O que está acontecendo com as escolas Rio de Janeiro?

Os estudantes da rede estadual estão ocupando as escolas do Rio de Janeiro, desde o dia 21 de março. A primeira escola do Rio de Janeiro foi ocupada pelos estudantes do Colégio Estadual Mendes de Moraes, na Ilha do Governador. Ao longo do mês até o dia 14 de abril deste ano, 34 escolas já haviam sido ocupadas. Os estudantes que estão nessas ocupações lutam por melhorias na merenda escolar e na infraestrutura das escolas, além disso, apoiam a greve dos professores  pelo pagamento do salário atrasado e melhores condições de trabalho, lutam  também contra os cortes de verbas que ocorreram na educação estadual. Mas será que essas ocupações, manifestações e reivindicações irão atingir seus objetivos?
                                       Foto: Revista Exame (exame.abril.com.br).
Para os alunos que já estavam indignados com o descaso pela educação, pela falta  de equipamentos nas escolas e condições de trabalho dos professores  e de estudo para os alunos, com o apoio de professores, decidiram radicalizar ocupando as escolas, para que a sua voz seja, enfim, ouvida. Os alunos organizados no movimento #ocupatudo fizeram pautas internas de reivindicações, mas também elaboraram pauta coletiva para todos que ingressarem no movimento. Destacamos pontos da pauta coletiva:

*Eleição direta para diretor em cada escola;
* Passagens ilimitadas no RIOCARD, não mais passagens limitadas a ida e volta por dia;
*Provas feitas pelos professores e não pelo Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ), que é uma empresa terceirizada;
*Apoiam também a pauta dos professores em greve, que exigem, por exemplo, solucionar os atrasos no calendário de pagamentos dos salários e acabar com os ataques ao regime previdenciário (SEPE, 2016).
                                                                            Foto: SEPE (http://seperj.org.br/)


Nessa ocupação, são realizadas atividades nas escolas pelos próprios alunos, entre elas: pré-vestibular, grandes aulas públicas, com temas como história, sociologia, e ainda, debates para discutir os reais problemas da sociedade a partir de temas atuais.
Segundo a professora do Colégio Estadual Herbert de Souza, no Rio Comprido:

“A ocupação visa a alertar o governo sobre a situação de descaso que vive o ensino estadual. Eu apoio porque é necessário trazer os olhos do Estado para a nossa situação. Não queremos tumultuar, nem fazer nada de errado. Pelo contrário, estamos lutando por uma educação de qualidade”, afirmou.

Foto: midiacoletiva.org

Já o representante da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEERJ), Caio Lima, após uma reunião com alunos do Colégio Mendes, se posicionou dessa forma:

“Um colégio com, aproximadamente, 2,3 mil alunos não pode ficar refém de um grupo de 100 estudantes. São muitos jovens que estão perdendo seu ano letivo, perdendo oportunidades, etc., alunos que estão sendo mortos a longo prazo, no que se refere ao aspecto educacional. Gerações que são perdidas por conta de uma postura intransigente da parte deles”.

Aluno do 3° ano do ensino médio do Colégio Mendes, Alessandro Ribeiro rebateu as declarações do representante da SEERJ de que há abertura de diálogo no órgão. O estudante ressaltou que os alunos estão sendo prejudicados não pela ocupação, mas sim pela qualidade do ensino estadual.



Pergunta para debate:


Qual o seu posicionamento sobre essa ocupação? Leve em consideração aspectos como melhoria da escola, necessidade de mais recursos para a educação pública e em contrapartida, alunos sem aulas.




Bibliografia:

AGÊNCIA BRASIL. Cresce para 20 o número de escolas ocupadas no RJ. Disponível em: http://www.vermelho.org.br/noticia/279059-1. Acesso feito em: 17de abril de 2016
AGÊNCIA BRASIL. Ocupação de escolas tira direito da maioria de estudar, diz governo do Rio. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-04/ocupacao-de-escolas-tira-direito-da-maioria-de-estudar-diz-governo-do-rio. Acesso feito em: 17 de abril de 2016.
BOLETIM DO SEPE. Audiência com a SEEDUC: veja as respostas do secretário Antonio Netto.   Disponível em:  http://seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim716.pdf. Acesso feito em: 17de abril de 2016
LINS, ARTUR. Primeira Escola Ocupada do Rio de Janeiro, a faísca contra o ajuste do Pezão. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-04/ocupacao-de-escolas-tira-direito-da-maioria-de-estudar-diz-governo-do-rio. Acesso feito em : 17de abril de 2016
MIDIA COLETIVA. O impressionante cotidiano de uma escola ocupada no Rio de Janeiro. Disponível em: http://midiacoletiva.org/o-impressionante-cotidiano-de-uma-escola-ocupada-no-rio-de-janeiro-2/. Acesso feito em: 17de abril de 2016.



Veja: COLETIVA DE IMPRENSA OCUPA MENDES




                                                                  

Autoria: Juliana Lima de Asevedo / Licencianda em Ciências Biológicas UFRJ/ Bolsista PIBEX





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segunda-feira, 14 de março de 2016

O aleitamento materno e as pressões das indústrias alimentícias.



     Desde 1991, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a UNICEF, tem empreendido esforços para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno com a finalidade de reduzir a mortalidade infantil em todo o mundo. Por conta disso, criou uma lista com três recomendações básicas relativas à amamentação:
1.       Aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Até essa idade, a criança não deve consumir nenhum tipo de complemento ou bebida;
2.       A partir dos seis meses de idade, outros alimentos devem ser introduzidos na dieta da criança de maneira progressiva, orientada por um profissional de saúde e o aleitamento materno deve ser mantido;

3.             As crianças devem continuar sendo amamentadas pelo menos até completarem dois anos de idade.
Durante os anos de 1980 ocorreu um aumento bastante significativo na produção de estudos científicos sobre o leite humano. A maioria desses estudos comprova os benefícios e vantagens do aleitamento, principalmente para neonatos. Ainda constatam que a substituição do leite materno por outros alimentos, inclusive as fórmulas infantis, está associada a um risco aumentado de mortalidade infantil por contaminação e desnutrição, além de aumentar o risco de desenvolvimento de alergias, diabetes, obesidade em idade adulta e maior suscetibilidade a doenças infectocontagiosas.


Esses estudos confirmaram as primeiras hipóteses levantas entre as décadas de 1930 a 1970, principalmente pela pediatra jamaicana Cicely Williams e pelo pediatra americano Derrick Jelliffe que alertaram para os riscos da substituição do leite materno por fórmulas industrializadas. Em 1939, a doutora Williams proferiu uma palestra intitulada “Leite e assassinato” na qual enfatizou as possíveis consequências do uso de leite condensado e da propaganda enganosa sobre alimentação infantil. Na década de 1960, Jelliffe publicou um artigo no qual criou o termo “desnutrição comerciogênica”. Nesta publicação ele atenta para a influência dos profissionais de saúde e da propaganda das indústrias alimentícias, principalmente nos países em desenvolvimento, sobre os hábitos maternos no que se refere à alimentação das crianças. 

     Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o consumo de leite em pó começou a se difundir no Brasil. A partir daí a indústria alimentícia passou a influenciar a produção de conhecimento científico relativo à nutrição infantil, pois o uso desse alimento era tido como recurso terapêutico. Começou nesse período a produção de leites enriquecidos com vitaminas e minerais e o profissional de saúde passou a ser um importante agente de promoção desse produto.
Durante a década de 1920 e 1930, cresceram as propagandas de incentivo ao consumo ao leite em pó por crianças pequenas, em casos especiais. Já nas décadas de 1940 e 1950, a publicidade era voltada para as vantagens nutricionais para todas as crianças, inclusive as de saúde perfeita. Além disso, sugeriam que as fórmulas infantis possuíam qualidade superior ao leite humano. A partir daí, surge a ideia de alimentar crianças com fórmulas desde o nascimento.
Nos anos de 1970, a televisão se popularizou no Brasil e, mais uma vez, a população foi influenciada por propagandas de alimentos infantis. Concomitantemente, as mulheres brasileiras começaram a aumentar sua participação no mercado de trabalho. O uso de fórmulas infantis permitiu que muitas dessas mulheres pudessem voltar às suas funções profissionais pouco tempo após o parto, pois já não precisavam mais amamentar. Aos seus filhos eram receitadas fórmulas que substituíam o leite materno.

     O pouco conhecimento científico produzido até então não era suficiente para explicar porque algumas mães não conseguiam amamentar por produzir pouco leite e davam respaldo para o argumento de que o leite humano seria “fraco” e não conseguiria suprir as necessidades nutricionais do bebê e, portanto, seria necessário o uso de alimentos artificiais. O resultado disso é que durante a década de 1970 a produção de leite em pó quadruplicou no país e, ao mesmo tempo, o período médio de amamentação era de apenas 2,5 meses.
Com o aumento da produção de conhecimentos sobre o leite humano ocorrida nos anos de 1980, as propagandas de fórmulas e alimentos infantis se tornaram mais discretas, mas não acabaram. Durante o fim dos anos 1980 e a década de 1990, o foco da indústria se voltou para o desenvolvimento de fórmulas para públicos específicos como prematuros, portadores de alergias e intolerâncias alimentares.

      Desde 1981 o governo federal possui um Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno. O programa foi lançado com o objetivo de treinar profissionais de saúde a aconselhar e instruir as mães sobre o ato de amamentar e seus benefícios, além de promover a produção de material educativo, estabelecer grupos de apoio à amamentação, leis de proteção ao aleitamento materno e controle de propagandas de fórmulas infantis.
O programa brasileiro de aleitamento materno é reconhecido internacionalmente devido ao seu sucesso com a Rede Brasileira de Leite Humano que é a maior e mais complexa do mundo, com cerca de 270 bancos de leite espalhados pelo país. Entre os anos de 2003 e 2008, a coleta de leite aumentou 56% e o número de doadoras dobrou. Os bancos de leite são responsáveis por alimentar cerca de 113 mil bebês recém-nascidos internados em UTIs neonatais por todo o Brasil.
A adoção do Código Internacional de Substitutos do Leite Materno a partir da criação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, em 1988, foi importante para regulamentar a promoção e orientar para o uso apropriado de alimentos destinados a crianças de até três anos de idade.

     É importante destacar que a licença maternidade passou de quatro para seis meses em 2008 e em 2009 foi publicada uma portaria que regulamenta o espaço físico e os materiais necessários para que as empresas criem salas de apoio à amamentação. Essas iniciativas são muito importantes para evitar que mulheres que estão inseridas no mercado de trabalho parem de amamentar.
Desde 1992 é comemorada a Semana Mundial da Amamentação com a participação da mídia e da sociedade. Essa semana é celebrada entre os dias 1º e 7 de agosto em 120 países, inclusive o Brasil.



PARA DEBATER:
Qual a sua opinião sobre a amamentação? O que você pensa sobre a substituição do leite materno por produtos industrializados destinados ao público infantil?
Como a indústria de alimentos influencia os pais?
Como as políticas públicas podem melhorar no sentido de proteger as crianças e os pais contra as propagandas enganosas de alimentos?


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRASIL. Conheça o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno . Disponível em <http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/12/programa-nacional-de-incentivo-ao-aleitamento-materno>. Acesso em : 13/03/2016.

MONTEIRO, R. Brazilian guidelines for marketing baby food: history, limitations and perspectives. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 19, n. 5, p. 354-362, 2006.  
PIRES, Celina. Tudo o que precisa de saber para amamentar com sucesso! Disponível em: <www.leitematerno.org>.  Acesso em: 13/03/2016.
SOUZA, Carolina Belomo. Disponível em: 



ALUNAS: CRISTIANE RÉGIS E KELLY VIDAL (Licenciandas de Ciências Biológicas da UFRJ).



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quarta-feira, 9 de março de 2016

AEDES, CRISE DE IDENTIDADE - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA





Os mosquitos do gênero Aedes são vetores de diversas doenças, a dengue por exemplo pode ser encontrada no Aedes aegypti, no Aedes albopictus e no Aedes polynesiensis.
Com o primeiro registro na África, em 1881, o Aedes aegypti foi reconhecido pela primeira doença que transmitia, a Febre Amarela. Estudos indicam que ele chegou nas Américas através de embarcações da Europa, tendo sua primeira aparição no Brasil em 1898. Em 1906 surgem as primeiras evidencias de que ele também era vetor da dengue. Atualmente, o mosquito Aedes é reconhecido como vetor de 4 doenças: Febre Amarela, Zika, Chikungunya e Dengue. O mosquito é combatido no mundo desde o século XIX.
Enquanto o Aedes aegypti é um mosquito que predomina em qualquer lugar onde possa se reproduzir e esteja mais intimamente ligado a vida humana, o Aedes albopictus é preferencialmente um mosquito de florestas e ambientes rurais, a espécie é mais frequente na África e nas Américas, tendo sua primeira aparição no Estado do Rio de Janeiro em 1986. O Aedes albopictus tem capacidade de transmitir a Dengue, Febre Amarela e a Encefalite Equina Venezuelana.  O Aedes polynesiensis também é vetor da Dengue e de outras doenças,  como a Filariose (infestação do sangue e dos tecidos por diversos vermes Filaria,  e causa reação inflamatória e obstrução dos vasos sanguíneos) e a Dirofilariose canina.
No Brasil, inicialmente o Aedes aegypti transmitia somente Dengue, com casos isolados de Febre Amarela, porém, com o passar dos anos e com todas as condições favoráveis para sua reprodução o mosquito passou a ter variações genéticas que o tornaram um agente intermédio de outras doenças como a Zika e a Chikungunya.
Vejamos a seguir alguns fatos que “ajudam” na dispersão do mosquito:
Ele tem grande capacidade de adaptação ao ambiente humano. Preferencialmente coloca seus ovos em água limpa, porém pode desovar em águas ricas em matéria orgânica. Sendo assim, qualquer objeto pode servir de criadouro para seus ovos e larvas.
Caso o ambiente deixe de ser favorável para a eclosão da larva, os ovos têm capacidade de permanecer latentes por até 1 ano, até que o local volte a ser favorável, então as larvas eclodem e em 7 dias há novos mosquitos.
A fêmea distribui os ovos, ou seja, ela não faz uma única desova, ela distribui seus ovos em diversos locais, assim a chance de sobrevivência é maior.
Outros mosquitos ou pernilongos têm habito noturno, o que não acontece com o Aedes, ele pode se alimentar de manhã ou a noite, dependendo da disponibilidade de alimentos.
Graças a grande plasticidade genética do mosquito, muitos vírus puderam evoluir juntamente com ele, e se adaptaram um ao outro.
O vírus pode ser passado da fêmea para os ovos, então não é preciso que os filhotes adquiram o vírus de outro meio, ele já nasce com ele.
Para combater o mosquito, a forma mais utilizada em residências é o inseticida, pois ainda há muita carência de informação para que a população faça o controle e a correta verificação da sua residência, a fim de evitar a procriação do mosquito. Porém, o uso contínuo desses produtos provocou e tem provocado o aparecimento de populações resistentes. Quando nos deparamos com esse tipo de situação a primeira alternativa é utilizar uma maior quantidade de produto, porém a resistência é proporcional a intensidade de uso. Quanto mais produto você utilizar, mais rapidamente vai acontecer a seleção de populações cada vez mais resistentes, causando uma maior complicação no controle desse vetor, sendo necessário a utilização de outras substancias com modos diferentes de ação.
Não podemos esquecer que o uso excessivo de inseticidas pode afetar a saúde do homem que entra em contato com esses produtos químicos, pode haver intoxicação, e também afetar o equilíbrio natural, como a eliminação de outros animais benéficos, e a contaminação da água, solo e da atmosfera. Todos esses fatores levam a ciência a buscar alternativas para efetuar o controle de vetores, o que ainda está sendo estudado.

Questão para debate:
Como você acha que podemos diminuir o aparecimento desses mosquitos em nossa casa?
Você acha que é possível controlar os vetores, de forma natural? Como?

Referencias
BRAGA, Ima; VALLE, Denise. Aedes aegypti – Inseticidas, mecanismos de ação e resistência. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/rscontraaedes/materiais/artigo-aedes-aegypti-inseticidas-mecanismos-de-acao-resistencia.pdf>. Acesso em: 04 de março de 2016.
BARIFOUSE, Rafael. Porque o mosquito Aedes Aegypti transmite tantas doenças? Disponível em:  http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151202_aedes_aegypti_vetor_doencas_. Acesso em: 04 de março de 2016.
BARRETO, Cleyde. Aedes, resistência aos inseticidas químicos e as novas alternativas de controle. Disponivel em:<http://docplayer.com.br/115330-Aedes-aegypti-resistencia-aos-inseticidas-quimicos-e-as-novas-alternativas-de-controle.html>. Acesso em: 06 de março de 2016.
PALMA, Ana; OLIVEIRA, Miguel. Outros transmissores da Dengue. Disponivel em: <http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1411&sid=2>. Acesso em: 07 de março de 2016.
Filariose Linfatica. Disponivel em: <http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=106&sid=8>. Acesso em: 07 de março de 2016.

AUTORIA:

Jacykaysla Pacheco da Silva - Licencianda em Ciencias Biologicas/UFRJ - PIBEX

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

SAIBA MAIS SOBRE O POLÊMICO ZIKA VIRUS

A fêmea do mosquito Aedes aegypti pode transmitir através da picada os vírus da zika, da dengue e da chikungunya. A diferença entre as doenças são os sintomas, conforme o quadro abaixo, e o tratamento/medicamento para cada caso.


https://agencia.fiocruz.br/zika-chikungunya-e-dengue-entenda-diferen%C3%A7as



Muito tem se discutido sobre o zika vírus, sobre como está se alastrando de forma rápida, e a sua relação com mulheres grávidas e o nascimento de bebês com microcefalia. Afinal, por que esse vírus tem afetado tanto a vida das pessoas?


A microcefalia é uma condição neurológica rara que faz com que o crânio de um bebê se desenvolva seja menos do que o normal, caracterizando uma deficiência no crescimento do cérebro.

Fonte: Jornal Ciência


O surto do zika vírus aproximou ainda mais essa discussão da população, principalmente em relação ao que ela precisa fazer para evitar essas doenças e trouxe dúvidas à comunidade científica sobre o efeito do zika vírus em gestantes. A mídia tem mostrado a relação entre mulheres grávidas que tiveram a doença e seus bebes com microcefalia, mas até que ponto essa relação é cientificamente verdadeira? Vamos conhecer as controvérsias entre estudos e pesquisadores do assunto.
Uma nova informação seria de que o ‘surto de microcefalia’ não seria causado pelo zika vírus, e sim por pesticidas lançados na água consumida pela população atingida. Afirmam que isso não é coincidência, já que no Brasil o uso desses pesticidas tem se proliferado. A Colômbia, segunda colocada em número de casos de zika, não registrou casos de microcefalia até o momento. No caso brasileiro a polêmica sobre o pesticida vem como consequência do relatório de pesquisadores argentinos:
Na área onde as pessoas mais doentes vivem, um larvicida químico que produz malformações em mosquitos tem sido aplicado por 18 meses e este veneno (piriproxifeno) é aplicado pelo Estado em água potável usada pela população afetada”, afirma o relatório, publicado pelo grupo argentino Physicians in Crop-Sprayed Towns (PCST, 2016).



O piriproxifeno tem na sua composição química a piridina. Ele é utilizado como larvicida, isto é, para matar a larva e evitar a propagação do mosquito Aedes aegypti.



Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não há confirmação científica da relação Zika e alterações biológicas no crescimento de fetos.
Para o governo brasileiro,
“Ao contrário da relação entre o vírus zika e a microcefalia, que teve a sua confirmação por testes que indicam a presença de vírus em amostras de sangue, tecido e fluido amniótico, a associação entre o uso de piriproxifeno e microcefalia não tem base científica”.

Adriana Melo, que atua na maternidade do Instituto Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, na Paraíba, foi a médica que tomou a iniciativa de coletar o líquido amniótico de duas gestantes e enviar para ser analisado no Rio de Janeiro, no Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A médica diz que começou a suspeitar da relação entre o vírus e a microcefalia após conversas com profissionais de Pernambuco, estado com mais notificações da malformação no Brasil.         
 "Há vários padrões de microcefalia e isso dificulta as investigações. Mas continuo batendo na tecla que, antes de resolver as consequências, devemos combater o mosquito".

Como as pesquisas estão em andamento, ainda não conhecemos realmente todos os efeitos do zika vírus sobre a população e quais os efeitos ele causará no futuro com suas mutações genéticas. Vamos aguardar, mas combatendo o mosquito!




QUESTÃO PARA O DEBATE
Qual sua posição em relação à controvérsia apresentada?
O surto dessas doenças tem afetado a rotina da sua casa?

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Autoria 

Juliana Lima de Asevedo/ Bolsista PIBEX
Licenciando em Ciências Biológicas




Bibliografia:
XAVIER, Gustavo.Pesquisadora paraibana alerta sobre possível surto da zika em 2016. Disponível em : < http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/12/pesquisadora-paraibana-preve-2016-caotico-por-causa-do-surto-da-zika.html> Acesso em: 22/02/2016.

MARTINS, Rodrigo. O zika e o descaso na saúde pública. Disponível em :  http://www.ihu.unisinos.br/noticias/551609-o-zika-e-o-descaso-na-saude-publica . Acesso em: 22/02/2016.

RIZZATO, Bruno. Pesticida colocado na água seria o responsável pelo surto de microcefalia no Brasil, e não o Zika? Disponível em :< http://www.jornalciencia.com/pesticida-colocado-na-agua-potavel-seria-o-responsavel-pelo-surto-de-microcefalia-no-brasil-e-nao-o-zika-diz-relatorio/ > Acesso em:22/02/2016.

CERQUEIRA, Merelyn. Entenda o que é a microcefalia e os problemas que ela pode gerar em seres humanos. Disponível em : < http://www.jornalciencia.com/entenda-o-que-e-a-microcefalia-e-os-problemas-que-ela-pode-gerar-em-seres-humanos-2/ >. Acesso em : 22/02/2016.

SECRETARIA DE SAÚDE DA BAHIA. Perfil das doenças: Dengue, Zika e Chikungunya. Disponível em :<http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&id=9496& Itemid=17 >.  Acesso em: 22/02/2016


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO E REPÚDIO DO GRUPO DE TRABALHO 22 (GT 22 – EDUCAÇÃO AMBIENTAL) DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓSGRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (ANPED) AO EDITAL DO PRÊMIO VALECAPES DE CIÊNCIAS E SUSTENTABILIDADE

O Grupo de Trabalho (GT 22 – Educação Ambiental) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e pesquisadores de Grupos de Pesquisa a ele associados vêm a público pelo presente abaixoassinado manifestarem-se sua indignação e repúdio ao edital “Vale-Capes de Ciências e Sustentabilidade” que tem o objetivo de “selecionar as melhores teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas em 2014”, o qual encontra-se aberto a todos (as) pesquisadores (as), grupos de trabalho e, Programas de Pós-Graduação do País. Assim considerando que:
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) desempenha papel crucial nos programas de pós-graduação (mestrado e doutorado) em todo território nacional. Em seu histórico, diversas mudanças, desafios e encargos conferiram a criação da Nova Capes (Lei nº 11.502/2007)i , cujo objetivo é fomentar a construção e a manutenção do alto padrão de professores em diversos níveis e em distintas áreas do conhecimento. De Anísio Teixeira (1952-1964) ao atual presidente, Carlos Nobres, a Capes possui autonomia em suas políticas, ainda que seja subordinada ao Ministério da Educação (MEC).
Causa-nos espanto, portanto, que esta Capes não consiga discernir seus parceiros e desenhe sua política de fomento à formação humana por meio do Prêmio Vale-Capesii , em high light na primeira página do seu site, negligenciando contradições socioambientais e incentivando premiações como se a educação fosse neutra, desprovida de sentido crítico que não conseguisse enxergar o que representa o passivo socioambiental da companhia Vale, principalmente passados 100 dias do maior acidente ambiental já registrado no país, causado pela empresa Samarco, subsidiária da mesma.
A lista de desastres ecológicos e de injustiças ambientais causados pela Vale é enorme. Intrinsecamente conectada aos danos ambientais, há uma teia de significações sociais que também sofre com a missão da Vale, destacada em sua home page: “transformar recursos naturais em prosperidade e desenvolvimento sustentável”. Só esta frase já revela o que significa a Vale, mas ela pode ludibriar um ingênuo que gosta de jargões ambientais, ou capitalistas com novas roupagens, contudo, a Capes deve estar mais atenta a estas missões da Vale, que se expressam em alguns exemplos de impactos e conflitos socioambientais:

• No estado do Pará, esta “nobre missão” da Vale se traduz pela mineração no interior de Unidades de Conservação (UC) e de Florestas Nacionais (Flona), como o megaempreendimento do projeto ferro S11D, em Carajás;

• No Maranhão e Pará, a estrada de ferro Carajás da Vale causa mortes, atropelamentos, trepidação das casas, rachaduras, derrubadas e outros 2 conflitos sociais intrinsecamente relacionados com a deterioração ambiental, como é o caso da produção de carvão vegetal no Maranhão, causando inúmeros agravos na saúde de trabalhadores e moradores locais;

• No município de Moju, Pará, o mineroduto da Vale afetou drasticamente cerca de 800 comunidades quilombolas, que além de viver o terror ambiental, sofreu diversas violações de direitos humanos, inclusive com aumento de prostituição infantil em função da chegada de muitos homens no trabalho de transporte de bauxita;

• Em Minas Gerais, a Vale (Mina de Capão Xavier) está agindo sobre um grande aquífero que tem suas águas diminuídas ano a ano em função das operações de minérios de ferro;

• No Rio de Janeiro, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) que é um empreendimento da Vale, traz prejuízos ambientais enormes nos manguezais, além de afetar a saúde da população local com poluição atmosférica proveniente da deposição de ferro-gusa em cavas abertas, além da elevação da emissão de CO2 e óxidos de enxofre;

• A Vale tem invadido terras indígenas, a exemplo dos Xikrin, na província mineral de Carajás, PA, e exerce enorme pressão para ocupação das terras indígenas da Chapada do A, onde habitam os indígenas Tupinikim, no estado do Espírito Santo;

• Em Moçambique, as empresas de mineração Moma e Moatize da Vale, já expulsaram inúmeras famílias camponesas de suas comunidades para dar lugar às minas de carvão. Situação parecida ocorreu na Indonésia, continente asiático;

• A Vale aumentou jornadas de trabalho no Canadá, realizou demissões em massa na Vale-Inco, envolvendo mais de 3 mil trabalhadores que fizeram greve e testemunharam a destruição do lago de Sandy Pond por meio de dejetos da mineração;

• Na região de Mendoza, Argentina, os fertilizantes utilizados pela Vale destruíram proporções significativas da biodiversidade local, além dos riscos de salinização dos rios;

• Na Nova Macedônia (Pacífico), a Vale-Inco tenta implementar a mineração de níquel com um duto para despejar resíduos no mar, que pode prejudicar ou até mesmo extinguir a barreira de corais e o maior sistema de lagoas do planeta.

A Vale tem outras diversas denúncias que correm o Brasil e mundo, relacionadas com violações de direitos humanos, impactos trabalhistas, jornadas de trabalho exaustivas, trabalho escravo e infantil, sonegação de royalties e evasão de divisas, entre outros. Recentemente testemunhamos o pior acidente socioambiental do Brasil, causado pela Samarco (Vale e BHP Billiton), por toda extensão do Rio Doce, afetando mais drasticamente os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. São incalculáveis os danos físicos, morais à diversidade biológica ao patrimônio histórico e cultural, e a própria sobrevivência das famílias afetadas por este episódio, que não foi acidental, e que trouxe indignações nacionais e internacionais não apenas no âmbito do ambientalismo, mas também em toda a esfera social.
Em total dissintonia com o respeito à biodiversidade dos ecossistemas afetados, aos seus acervos históricos e arqueológicos ou às suas comunidades humanas, o rompimento das barragens de Samarco traz também o nosso rompimento e o nosso repúdio ao “Prêmio Vale-Capes”!
Nesse sentido, o Grupo de Trabalho 22 (GT 22 – Educação Ambiental) da Associação Nacional de Pós-Graduação em Educação (ANPEd) conclama que os demais grupos, programas e pesquisadores boicotem a premiação e endossem este MANIFESTO DE INDIGNAÇÃO pela parceria Vale-Capes

A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem: a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las (Santo Agostinho)

Rio de Janeiro,18/02/2016. 
GT 22 – ANPEd 
Educação Ambiental 

 i http://www.capes.gov.br/historia-e-missao ii 
Tem o objetivo de “selecionar as melhores teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas em 2014” (cf. http://www.capes.gov.br/component/content/article/36- salaimprensa/noticias/7813-abertas-as-inscricoes-para-a-nova-edicao-do-premio