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segunda-feira, 18 de abril de 2016

#OCUPATUDO O que está acontecendo com as escolas Rio de Janeiro?

Os estudantes da rede estadual estão ocupando as escolas do Rio de Janeiro, desde o dia 21 de março. A primeira escola do Rio de Janeiro foi ocupada pelos estudantes do Colégio Estadual Mendes de Moraes, na Ilha do Governador. Ao longo do mês até o dia 14 de abril deste ano, 34 escolas já haviam sido ocupadas. Os estudantes que estão nessas ocupações lutam por melhorias na merenda escolar e na infraestrutura das escolas, além disso, apoiam a greve dos professores  pelo pagamento do salário atrasado e melhores condições de trabalho, lutam  também contra os cortes de verbas que ocorreram na educação estadual. Mas será que essas ocupações, manifestações e reivindicações irão atingir seus objetivos?
                                       Foto: Revista Exame (exame.abril.com.br).
Para os alunos que já estavam indignados com o descaso pela educação, pela falta  de equipamentos nas escolas e condições de trabalho dos professores  e de estudo para os alunos, com o apoio de professores, decidiram radicalizar ocupando as escolas, para que a sua voz seja, enfim, ouvida. Os alunos organizados no movimento #ocupatudo fizeram pautas internas de reivindicações, mas também elaboraram pauta coletiva para todos que ingressarem no movimento. Destacamos pontos da pauta coletiva:

*Eleição direta para diretor em cada escola;
* Passagens ilimitadas no RIOCARD, não mais passagens limitadas a ida e volta por dia;
*Provas feitas pelos professores e não pelo Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ), que é uma empresa terceirizada;
*Apoiam também a pauta dos professores em greve, que exigem, por exemplo, solucionar os atrasos no calendário de pagamentos dos salários e acabar com os ataques ao regime previdenciário (SEPE, 2016).
                                                                            Foto: SEPE (http://seperj.org.br/)


Nessa ocupação, são realizadas atividades nas escolas pelos próprios alunos, entre elas: pré-vestibular, grandes aulas públicas, com temas como história, sociologia, e ainda, debates para discutir os reais problemas da sociedade a partir de temas atuais.
Segundo a professora do Colégio Estadual Herbert de Souza, no Rio Comprido:

“A ocupação visa a alertar o governo sobre a situação de descaso que vive o ensino estadual. Eu apoio porque é necessário trazer os olhos do Estado para a nossa situação. Não queremos tumultuar, nem fazer nada de errado. Pelo contrário, estamos lutando por uma educação de qualidade”, afirmou.

Foto: midiacoletiva.org

Já o representante da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEERJ), Caio Lima, após uma reunião com alunos do Colégio Mendes, se posicionou dessa forma:

“Um colégio com, aproximadamente, 2,3 mil alunos não pode ficar refém de um grupo de 100 estudantes. São muitos jovens que estão perdendo seu ano letivo, perdendo oportunidades, etc., alunos que estão sendo mortos a longo prazo, no que se refere ao aspecto educacional. Gerações que são perdidas por conta de uma postura intransigente da parte deles”.

Aluno do 3° ano do ensino médio do Colégio Mendes, Alessandro Ribeiro rebateu as declarações do representante da SEERJ de que há abertura de diálogo no órgão. O estudante ressaltou que os alunos estão sendo prejudicados não pela ocupação, mas sim pela qualidade do ensino estadual.



Pergunta para debate:


Qual o seu posicionamento sobre essa ocupação? Leve em consideração aspectos como melhoria da escola, necessidade de mais recursos para a educação pública e em contrapartida, alunos sem aulas.




Bibliografia:

AGÊNCIA BRASIL. Cresce para 20 o número de escolas ocupadas no RJ. Disponível em: http://www.vermelho.org.br/noticia/279059-1. Acesso feito em: 17de abril de 2016
AGÊNCIA BRASIL. Ocupação de escolas tira direito da maioria de estudar, diz governo do Rio. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-04/ocupacao-de-escolas-tira-direito-da-maioria-de-estudar-diz-governo-do-rio. Acesso feito em: 17 de abril de 2016.
BOLETIM DO SEPE. Audiência com a SEEDUC: veja as respostas do secretário Antonio Netto.   Disponível em:  http://seperj.org.br/admin/fotos/boletim/boletim716.pdf. Acesso feito em: 17de abril de 2016
LINS, ARTUR. Primeira Escola Ocupada do Rio de Janeiro, a faísca contra o ajuste do Pezão. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-04/ocupacao-de-escolas-tira-direito-da-maioria-de-estudar-diz-governo-do-rio. Acesso feito em : 17de abril de 2016
MIDIA COLETIVA. O impressionante cotidiano de uma escola ocupada no Rio de Janeiro. Disponível em: http://midiacoletiva.org/o-impressionante-cotidiano-de-uma-escola-ocupada-no-rio-de-janeiro-2/. Acesso feito em: 17de abril de 2016.



Veja: COLETIVA DE IMPRENSA OCUPA MENDES




                                                                  

Autoria: Juliana Lima de Asevedo / Licencianda em Ciências Biológicas UFRJ/ Bolsista PIBEX





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segunda-feira, 25 de maio de 2015

MEMÓRIA E APRENDIZAGEM, DISCUTINDO A RELAÇÃO

Nós já sabemos que a memória é essencial para as diversas atividades que realizamos no dia a dia, inclusive quando estamos falando de estudos e aprendizagem. Mas qual será o nível de importância da memória nesses processos?

O que é a memória?
Memória é a capacidade que os animais têm de armazenar informações que são adquiridas a todo instante, e que podem ser lembradas e utilizadas posteriormente. (ESTRELA E RIBEIRO,2012)

Vamos entender alguns pontos, aprender e decorar são dois processos diferentes. Sabemos que podemos decorar palavras, objetos, imagens, etc em um dia e esquece-las no dia seguinte, ou, simplesmente, quando aquilo deixar de ter uma importância significativa na nossa vida. Já quando falamos sobre o processo de aprender, conseguimos relacioná-lo com o processo informacional, assim, ao invés de apenas decorar, levamos essa informação conosco. Logo, podemos dizer que decorar é um tipo de assimilação rápida de informações (memória a curto prazo), enquanto a aprendizagem é um processo a longo prazo, pois levamos a informação guardada por tempo indeterminado, independente de a utilizarmos ou não (memória a longo prazo).

Caro leitor, você já deve ter reparado como fazemos algumas coisas no dia-a-dia sem pensar em todos os passos, como respirar e piscar os olhos, por exemplo. Ao escrever sabemos exatamente onde a caneta deve ficar, sabemos o local correto para escrever e, principalmente, nos lembramos de todas as letras do alfabeto. Se a memória não atuasse nessas atividades do cotidiano, provavelmente perderíamos uma grande parte do dia “reaprendendo” cada passo de tudo que fazemos. O que nos poupa de ter de aprender todos os dias é a memória.
A memória é a formadora da nossa identidade. Somos o que somos por termos tido experiências, nos lembrarmos delas e escolher qual caminho tomar, o que queremos lembrar ou esquecer. Podemos escolher recordar uma amizade de infância, o aniversário de quem amamos e a senha do banco ou esquecer um ato violento ou o dia da prova de matemática.

O processo de memorização é dividido em 3 etapas:

Aquisição: a se refere a aprender através de estímulos que facilitem a capturar de informações. Pode variar de acordo com o “grau de importância” que damos àquela informação.

Retenção/Armazenamento: é o momento em que as informações assimiladas na “aquisição” são armazenadas como “lembrança”. A capacidade de armazenamento também depende do “grau de importância”, podendo ser armazenado por tempo indeterminado como um acontecimento muito importante em sua vida, ou pode ter um prazo curto de armazenamento.

Ativação: é o momento em que invocamos a lembrança. Quando nos lembramos de algo, recordamos. Pode ocorrer por algum estímulo ou de forma involuntária.


Algumas curiosidades:




Dica Para o Sucesso do Estudante

Revisar a matéria antes de dormir é uma forma muito válida de armazenamento de informações. É durante o sono que a mente processa todos os acontecimentos do dia, definindo o que vale a pena armazenar ou não. Estudos indicam que a memória musical, por exemplo, é armazenada nos primeiros minutos de sono (isso explica como marchinhas podem contaminar tão facilmente), enquanto memórias lógicas e que envolvem números são armazenadas nas etapas finais do sono, chamada de REM – Rapid Eyes Moviment ou Movimento Rápido dos Olhos. Será que perder noites de sono para estudar é uma boa alternativa?




O Melhor Sono para a Memória
“O melhor sono para o aprendizado se encerra por volta das 6 horas da manhã. Por duas razões: primeiro porque o corpo está biologicamente “programado” para o repouso até esse horário. A temperatura do corpo está a 1 grau Celsius mais baixa. O segundo motivo é que quem acorda mais cedo consegue aproveitar todos os picos de aprendizado. Quem sai da cama por volta das 8 da manhã, por exemplo, tem o período favorável à atividade intelectual reduzido em 20%.”(John Fontenele Araújo, Lab. Cronobiologia – UFRGN)
  

Memória e Emoções
Relacionar as palavras com coisas que causam fortes emoções também é um método de ter sucesso no armazenamento de informações mais complexas, como por exemplo, durante o estudo de artigos, e é provado cientificamente! Mas as emoções também podem afetar de alguma forma a perda da memória, como no caso de um grave acidente ou um trauma.
 
O Cérebro Humano Começa a Lembrar Desde o Útero
“De acordo com cientistas, a memória do feto humano começa a trabalhar 20 semanas depois da concepção. Durante testes, um sinal acústico foi enviado pelo abdômen da mãe, e então um scanner ultrassônico foi usado para examinar a reação do feto. Foi encontrado que o feto responde ao som, movendo levemente o corpo ou as pernas. Quando era enviado um sinal 10 minutos ou até mesmo um dia depois, o feto era capaz de reconhecer facilmente o som familiar. Cientistas acreditam que em princípio uma pessoa pode lembrar o que esteve acontecendo com ele no útero” (Scienceblogs, Fatos interessantes sobre a memória humana, 2012).


Algumas pessoas dizem que a memória a curto prazo é limitada a uma determinada quantidade de letras e imagens, isso explica porque esquecemos de algumas tarefas do dia-a-dia. Uma experiência feita pelo cientista Miller (1956) chamada “O mágico número 7”, foi feita para testar a capacidade de armazenamento a curto prazo. Ele pediu que um grupo de pessoas ouvisse uma sequencia numérica aleatória e, em seguida, repetissem a sequencia. Na maioria dos casos as pessoas se recordavam de até sete dígitos, o restante tinha uma variável de 2 dígitos a mais ou a menos. Isso poderia explicar os esquecimentos do nosso dia a dia?

QUESTÕES PARA DEBATE:
Lucas está com o computador conectado em Call of Duty (jogo on line), ao mesmo tempo fala com a namorada no celular pelo WhatsApp, ouve música estridente e estuda com o Prof. Jubilut (aulas de Biologia on line). Você acha que Lucas consegue aprender Biologia?
 



REFERÊNCIA:
PAULA COSTA, 2012. Memória e sua Influencia no Processo de aprendizagem. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de-aprendizagem/83381/ Acesso em 22/05/2015

LEMIND, Anna, 2012. Fatos interessantes sobre a memória humana. Disponível em: http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/01/fatos-interessantes-sobre-a-memoria-humana/ Acesso em 22/05/2015

MUSZKAT, Mauro. Curiosidade e Receita para boa memória. Disponível em: <http://www.methodus.com.br/artigo/240/curiosidade-e-receita-para-uma-boa-memoria.html> Acesso em 22/05/2015

TODESCHINI, Marcos. 2014. A importancia do sono na aprendizagem. Disponível em: >

MOTA, Marcia. Introdução ao estudo cognitivo. Estud. psicol. (Campinas) vol.17 no.3 Campinas Sept./Dec. 2000. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2000000300002&script=sci_arttext>. Acesso em 23/05/2015




AUTORIA

Jacykaysla Pacheco da Silva – Graduanda em Licenciatura Ciências Biológicas, Bolsista PIBEX, UFRJ.