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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Alerta contra o H1N1! Mais uma epidemia a caminho?

O Brasil enfrenta outro problema de saúde pública além do zika vírus, o surto da gripe H1N1 um dos tipos da Influenza A, também conhecida popularmente como gripe suína. Graças a diminuição da temperatura, com a chegada do inverno, os surtos do vírus aparecerem. É importante combater esse vírus, antes dele se alastrar e a doença se tornar uma epidemia. 
Já sabemos que a queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum, chamada de influenza sazonal, quanto a gripe H1N1, que surgiu no mundo em 2009.

TIPOS DE VÍRUS – Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros, por sofrerem mais mutações (alterações na estrutura genética, que podem deixá-lo mais agressivo, por exemplo), respondem pelas formas mais graves da gripe, sendo que o vírus do tipo A é, geralmente, o responsável por provocar as epidemias e pandemias, como é o caso da gripe H1N1. O vírus do tipo C é o mais leve dessa turma. (Fonte: Portal da saúde)

Fonte:mzportal.com.br


Devido as mudanças do vírus, todos os anos as pessoas que estão na faixa de risco necessitam se vacinar. As vacinas estão disponíveis em postos de saúde e, segundo o Ministério da Saúde são:

·         Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
·         Mulheres grávidas;
·         Puérperas;
·         Trabalhadores de saúde;
·         Povos indígenas;
·         Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
·         População privada de liberdade;
·         Funcionários do sistema prisional;
·         Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;
·         Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).
Fonte: correiosulgoiano.com.br 


No estado de São Paulo já foram registrados casos graves da doença.  Em entrevista coletiva o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha diz:
‘’Estamos bem distantes de uma situação epidêmica [de H1N1].
O que estamos tendo é um surto, ou seja, um crescimento rápido do número de casos em um local restrito, maior do que se tinha no ano passado. Não estamos em situação epidêmica, mas este surto mostra que tivemos mais problemas respiratórios até a 11ª semana deste ano, que levaram várias pessoas a ficar internadas, independentemente do H1N1”.


O que podemos fazer para a prevenção é seguir as recomendações e hábitos de higiene para não corrermos o risco de uma epidemia.  Se tiver na faixa de risco tomar a vacina e caso não esteja, se prevenir dentro do possível.


Questão para debate:

Você acha que só as pessoas de risco deveriam ser vacinadas ou o acesso a vacina deveria ser para toda a população?



Bibliografia

CRUZ, Elaine Patricia. São Paulo vive surto de H1N1 mas não epidemia, diz secretário da saúde. Agência Brasil. Disponível em:<http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-03/sao-paulo-vive-surto-de-h1n1-mas-nao-epidemia-diz-secretario-de-saude>. Acesso em : 02/05/2016

LEAL,  Aline  Ministério da saúde começa a distribuir aos estados a vacina H1N1 no dia 1º.  . Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-03/ministerio-da-saude-comeca-a-distribuir-vacina-contra-H1N1>. Acesso em : 02/05/2016


PORTAL SAÚDE. Influenza. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/416-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/influenza/l2-influenza/10959-vacinacao-influenza>. Acesso em : 02/05/2016


PORTAL SAÚDE. Ministério da Saúde alerta sobre sintomas de gripe e resfriados durante o inverno. Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/profissional-e-gestor/vigilancia/links-vigilancia?start=430>. Acesso em : 02/05/2016

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Autoria :


Juliana Lima de Asevêdo ( Bolsista Pibex)
Licencianda em Ciências biológicas - Universidade Federal do Rio de Janeiro 


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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

SAIBA MAIS SOBRE O POLÊMICO ZIKA VIRUS

A fêmea do mosquito Aedes aegypti pode transmitir através da picada os vírus da zika, da dengue e da chikungunya. A diferença entre as doenças são os sintomas, conforme o quadro abaixo, e o tratamento/medicamento para cada caso.


https://agencia.fiocruz.br/zika-chikungunya-e-dengue-entenda-diferen%C3%A7as



Muito tem se discutido sobre o zika vírus, sobre como está se alastrando de forma rápida, e a sua relação com mulheres grávidas e o nascimento de bebês com microcefalia. Afinal, por que esse vírus tem afetado tanto a vida das pessoas?


A microcefalia é uma condição neurológica rara que faz com que o crânio de um bebê se desenvolva seja menos do que o normal, caracterizando uma deficiência no crescimento do cérebro.

Fonte: Jornal Ciência


O surto do zika vírus aproximou ainda mais essa discussão da população, principalmente em relação ao que ela precisa fazer para evitar essas doenças e trouxe dúvidas à comunidade científica sobre o efeito do zika vírus em gestantes. A mídia tem mostrado a relação entre mulheres grávidas que tiveram a doença e seus bebes com microcefalia, mas até que ponto essa relação é cientificamente verdadeira? Vamos conhecer as controvérsias entre estudos e pesquisadores do assunto.
Uma nova informação seria de que o ‘surto de microcefalia’ não seria causado pelo zika vírus, e sim por pesticidas lançados na água consumida pela população atingida. Afirmam que isso não é coincidência, já que no Brasil o uso desses pesticidas tem se proliferado. A Colômbia, segunda colocada em número de casos de zika, não registrou casos de microcefalia até o momento. No caso brasileiro a polêmica sobre o pesticida vem como consequência do relatório de pesquisadores argentinos:
“Na área onde as pessoas mais doentes vivem, um larvicida químico que produz malformações em mosquitos tem sido aplicado por 18 meses e este veneno (piriproxifeno) é aplicado pelo Estado em água potável usada pela população afetada”, afirma o relatório, publicado pelo grupo argentino Physicians in Crop-Sprayed Towns (PCST, 2016).



O piriproxifeno tem na sua composição química a piridina. Ele é utilizado como larvicida, isto é, para matar a larva e evitar a propagação do mosquito Aedes aegypti.



Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não há confirmação científica da relação Zika e alterações biológicas no crescimento de fetos.
Para o governo brasileiro,
“Ao contrário da relação entre o vírus zika e a microcefalia, que teve a sua confirmação por testes que indicam a presença de vírus em amostras de sangue, tecido e fluido amniótico, a associação entre o uso de piriproxifeno e microcefalia não tem base científica”.

Adriana Melo, que atua na maternidade do Instituto Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, na Paraíba, foi a médica que tomou a iniciativa de coletar o líquido amniótico de duas gestantes e enviar para ser analisado no Rio de Janeiro, no Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A médica diz que começou a suspeitar da relação entre o vírus e a microcefalia após conversas com profissionais de Pernambuco, estado com mais notificações da malformação no Brasil.         
 "Há vários padrões de microcefalia e isso dificulta as investigações. Mas continuo batendo na tecla que, antes de resolver as consequências, devemos combater o mosquito".

Como as pesquisas estão em andamento, ainda não conhecemos realmente todos os efeitos do zika vírus sobre a população e quais os efeitos ele causará no futuro com suas mutações genéticas. Vamos aguardar, mas combatendo o mosquito!




QUESTÃO PARA O DEBATE
Qual sua posição em relação à controvérsia apresentada?
O surto dessas doenças tem afetado a rotina da sua casa?

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Autoria 

Juliana Lima de Asevedo/ Bolsista PIBEX
Licenciando em Ciências Biológicas




Bibliografia:
XAVIER, Gustavo.Pesquisadora paraibana alerta sobre possível surto da zika em 2016. Disponível em : < http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2015/12/pesquisadora-paraibana-preve-2016-caotico-por-causa-do-surto-da-zika.html> Acesso em: 22/02/2016.

MARTINS, Rodrigo. O zika e o descaso na saúde pública. Disponível em :  http://www.ihu.unisinos.br/noticias/551609-o-zika-e-o-descaso-na-saude-publica . Acesso em: 22/02/2016.

RIZZATO, Bruno. Pesticida colocado na água seria o responsável pelo surto de microcefalia no Brasil, e não o Zika? Disponível em :< http://www.jornalciencia.com/pesticida-colocado-na-agua-potavel-seria-o-responsavel-pelo-surto-de-microcefalia-no-brasil-e-nao-o-zika-diz-relatorio/ > Acesso em:22/02/2016.

CERQUEIRA, Merelyn. Entenda o que é a microcefalia e os problemas que ela pode gerar em seres humanos. Disponível em : < http://www.jornalciencia.com/entenda-o-que-e-a-microcefalia-e-os-problemas-que-ela-pode-gerar-em-seres-humanos-2/ >. Acesso em : 22/02/2016.

SECRETARIA DE SAÚDE DA BAHIA. Perfil das doenças: Dengue, Zika e Chikungunya. Disponível em :<http://www.saude.ba.gov.br/novoportal/index.php?option=com_content&id=9496& Itemid=17 >.  Acesso em: 22/02/2016


segunda-feira, 25 de maio de 2015

MEMÓRIA E APRENDIZAGEM, DISCUTINDO A RELAÇÃO

Nós já sabemos que a memória é essencial para as diversas atividades que realizamos no dia a dia, inclusive quando estamos falando de estudos e aprendizagem. Mas qual será o nível de importância da memória nesses processos?

O que é a memória?
Memória é a capacidade que os animais têm de armazenar informações que são adquiridas a todo instante, e que podem ser lembradas e utilizadas posteriormente. (ESTRELA E RIBEIRO,2012)

Vamos entender alguns pontos, aprender e decorar são dois processos diferentes. Sabemos que podemos decorar palavras, objetos, imagens, etc em um dia e esquece-las no dia seguinte, ou, simplesmente, quando aquilo deixar de ter uma importância significativa na nossa vida. Já quando falamos sobre o processo de aprender, conseguimos relacioná-lo com o processo informacional, assim, ao invés de apenas decorar, levamos essa informação conosco. Logo, podemos dizer que decorar é um tipo de assimilação rápida de informações (memória a curto prazo), enquanto a aprendizagem é um processo a longo prazo, pois levamos a informação guardada por tempo indeterminado, independente de a utilizarmos ou não (memória a longo prazo).

Caro leitor, você já deve ter reparado como fazemos algumas coisas no dia-a-dia sem pensar em todos os passos, como respirar e piscar os olhos, por exemplo. Ao escrever sabemos exatamente onde a caneta deve ficar, sabemos o local correto para escrever e, principalmente, nos lembramos de todas as letras do alfabeto. Se a memória não atuasse nessas atividades do cotidiano, provavelmente perderíamos uma grande parte do dia “reaprendendo” cada passo de tudo que fazemos. O que nos poupa de ter de aprender todos os dias é a memória.
A memória é a formadora da nossa identidade. Somos o que somos por termos tido experiências, nos lembrarmos delas e escolher qual caminho tomar, o que queremos lembrar ou esquecer. Podemos escolher recordar uma amizade de infância, o aniversário de quem amamos e a senha do banco ou esquecer um ato violento ou o dia da prova de matemática.

O processo de memorização é dividido em 3 etapas:

Aquisição: a se refere a aprender através de estímulos que facilitem a capturar de informações. Pode variar de acordo com o “grau de importância” que damos àquela informação.

Retenção/Armazenamento: é o momento em que as informações assimiladas na “aquisição” são armazenadas como “lembrança”. A capacidade de armazenamento também depende do “grau de importância”, podendo ser armazenado por tempo indeterminado como um acontecimento muito importante em sua vida, ou pode ter um prazo curto de armazenamento.

Ativação: é o momento em que invocamos a lembrança. Quando nos lembramos de algo, recordamos. Pode ocorrer por algum estímulo ou de forma involuntária.


Algumas curiosidades:




Dica Para o Sucesso do Estudante

Revisar a matéria antes de dormir é uma forma muito válida de armazenamento de informações. É durante o sono que a mente processa todos os acontecimentos do dia, definindo o que vale a pena armazenar ou não. Estudos indicam que a memória musical, por exemplo, é armazenada nos primeiros minutos de sono (isso explica como marchinhas podem contaminar tão facilmente), enquanto memórias lógicas e que envolvem números são armazenadas nas etapas finais do sono, chamada de REM – Rapid Eyes Moviment ou Movimento Rápido dos Olhos. Será que perder noites de sono para estudar é uma boa alternativa?




O Melhor Sono para a Memória
“O melhor sono para o aprendizado se encerra por volta das 6 horas da manhã. Por duas razões: primeiro porque o corpo está biologicamente “programado” para o repouso até esse horário. A temperatura do corpo está a 1 grau Celsius mais baixa. O segundo motivo é que quem acorda mais cedo consegue aproveitar todos os picos de aprendizado. Quem sai da cama por volta das 8 da manhã, por exemplo, tem o período favorável à atividade intelectual reduzido em 20%.”(John Fontenele Araújo, Lab. Cronobiologia – UFRGN)
  

Memória e Emoções
Relacionar as palavras com coisas que causam fortes emoções também é um método de ter sucesso no armazenamento de informações mais complexas, como por exemplo, durante o estudo de artigos, e é provado cientificamente! Mas as emoções também podem afetar de alguma forma a perda da memória, como no caso de um grave acidente ou um trauma.
 
O Cérebro Humano Começa a Lembrar Desde o Útero
“De acordo com cientistas, a memória do feto humano começa a trabalhar 20 semanas depois da concepção. Durante testes, um sinal acústico foi enviado pelo abdômen da mãe, e então um scanner ultrassônico foi usado para examinar a reação do feto. Foi encontrado que o feto responde ao som, movendo levemente o corpo ou as pernas. Quando era enviado um sinal 10 minutos ou até mesmo um dia depois, o feto era capaz de reconhecer facilmente o som familiar. Cientistas acreditam que em princípio uma pessoa pode lembrar o que esteve acontecendo com ele no útero” (Scienceblogs, Fatos interessantes sobre a memória humana, 2012).


Algumas pessoas dizem que a memória a curto prazo é limitada a uma determinada quantidade de letras e imagens, isso explica porque esquecemos de algumas tarefas do dia-a-dia. Uma experiência feita pelo cientista Miller (1956) chamada “O mágico número 7”, foi feita para testar a capacidade de armazenamento a curto prazo. Ele pediu que um grupo de pessoas ouvisse uma sequencia numérica aleatória e, em seguida, repetissem a sequencia. Na maioria dos casos as pessoas se recordavam de até sete dígitos, o restante tinha uma variável de 2 dígitos a mais ou a menos. Isso poderia explicar os esquecimentos do nosso dia a dia?

QUESTÕES PARA DEBATE:
Lucas está com o computador conectado em Call of Duty (jogo on line), ao mesmo tempo fala com a namorada no celular pelo WhatsApp, ouve música estridente e estuda com o Prof. Jubilut (aulas de Biologia on line). Você acha que Lucas consegue aprender Biologia?
 



REFERÊNCIA:
PAULA COSTA, 2012. Memória e sua Influencia no Processo de aprendizagem. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de-aprendizagem/83381/ Acesso em 22/05/2015

LEMIND, Anna, 2012. Fatos interessantes sobre a memória humana. Disponível em: http://scienceblogs.com.br/socialmente/2012/01/fatos-interessantes-sobre-a-memoria-humana/ Acesso em 22/05/2015

MUSZKAT, Mauro. Curiosidade e Receita para boa memória. Disponível em: <http://www.methodus.com.br/artigo/240/curiosidade-e-receita-para-uma-boa-memoria.html> Acesso em 22/05/2015

TODESCHINI, Marcos. 2014. A importancia do sono na aprendizagem. Disponível em: >

MOTA, Marcia. Introdução ao estudo cognitivo. Estud. psicol. (Campinas) vol.17 no.3 Campinas Sept./Dec. 2000. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-166X2000000300002&script=sci_arttext>. Acesso em 23/05/2015




AUTORIA

Jacykaysla Pacheco da Silva – Graduanda em Licenciatura Ciências Biológicas, Bolsista PIBEX, UFRJ.