Get me outta here!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

TRABALHO INFANTIL. Sobrevivência ou exploração?

O trabalho infantil é classificado como atividade econômica e/ou de sobrevivência, com ou sem lucro, com ou sem remuneração, feita por crianças ou adolescentes menores de 16 anos. Apenas aqueles que trabalham como aprendiz a partir dos 14 anos não são classificados como trabalho infantil (Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, 2012).
No Brasil, essa forma de trabalho é considerada ilegal para menores de 14 anos. A partir dos 15 anos é permitido apenas que o jovem exerça a função de aprendiz. Entre os 16 e os 17 anos o trabalho é liberado, desde o momento que não atrapalhe as tarefas escolares e não sendo trabalho de grande dificuldade ou, ainda, que se realize no turno da noite.
No país 3,6 milhões de meninos e meninas são atingidos pelo problema (UNICEF, 2012). Crianças e adolescentes são levadas para o mercado de trabalho pelos seus próprios pais, e ainda muitos novos. Pobreza, miséria familiar e o desemprego levam essas famílias a terem grande dificuldade de se sustentar. A “solução” é explorar o trabalho infantil. As crianças trabalham ganhando muito pouco, podemos dizer que são escravos expostos a condições insalubres e degradantes. Segundo os dados da UNICEF, 29% da população brasileira vivem em estado de pobreza, mas o número de crianças é bem maior, chega a 45,6%. Crianças negras chegam a ter vulnerabilidade 70 % maior que as brancas, por serem mais pobres. O mesmo número se repete para crianças das áreas rurais. Por serem pobres, crianças e jovens vivem sob o risco da exploração de seu trabalho.
Consideramos o trabalho infantil como escravidão, visto que os explorados não tem tempo para estudar, não possuem uma alimentação saudável e nem a garantia de saúde e outros direitos básicos, como moradia. Nas carvoarias são expostas ao calor e respiram fumaça tóxica, o que pode lhes causar graves problemas de saúde. Vejamos o que diz a médica pneumologista Cinéia Martins:

 "Você não percebe, mas ao ser queimada, a madeira vai soltando partículas que vão se instalando dentro da estrutura pulmonar e também nos brônquios, que podem gerar futuramente algumas doenças como a fibrose pulmonar. Depois de instalada, é como se o pulmão fosse se tornando um pulmão de pedra" (Folha Vitória, 2011).

Dados da UNICEF, em 2010, apontam que 250 mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente nas regiões mais pobres do interior do Brasil. Há ainda crianças no plantio e no tráfico de drogas!
Para erradicar o trabalho infantil no Brasil foram criadas na Constituição Federal de 1988 formas de dar atenção e prioridade à proteção integral da criança e do adolescente. Mudanças no Estatuto da Criança e Adolescente – ECA , em 1990, e a adesão do Brasil à convenção da ONU sobre os direitos da criança, em 1989, foram formas de tentar erradicar este grave problema social.

Já dispomos de leis que protegem as crianças e os adolescentes, mas somente isso não tem sido suficiente para acabar com o trabalho explorado de milhares de crianças e jovens. É preciso criar melhores condições de vida para as famílias, principalmente garantindo emprego e salário justo para todos. Educação básica de qualidade, assistência social eficiente que acompanhe casos, por exemplo, de desagregação familiar e apoio psicológico para famílias em risco, além de garantia de boa alimentação e assistência médica, seriam medidas essenciais e papel a ser executado pelo Estado.



DEBATE EM SALA DE AULA:

  • O trabalho infantil ocorre por falta de condições de sobrevivência. O que deve ser feito para erradicar esse problema em todo o mundo?
  • “Tem criança que nunca pode ser criança”. Discuta esta frase.



Fontes:
Fontes imagens:


Autora: 
Tatiane Santana
(Licencianda em Pedagogia, Universidade Federal do Rio de Janeiro)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mico leão dourado: de semeador de florestas a uma espécie ameaçada.



O nome mico leão dourado (nome científico Leontopithecus rosalia) originou-se a partir da pelagem dourada em torno da cabeça deste pequeno primata, semelhante à juba do leão. Símbolo da preservação de espécies em extinção encontra-se praticamente exterminado. Atualmente, os micos estão, em sua maioria, distribuídos em paisagens subdividas na Mata Atlântica.
Estudos mostram que o mico-leão-dourado come mais de 60 espécies de frutos e, ao digerí-los, ajuda a dispersar as sementes no meio ambiente, atuando como agente regenerador das matas. Ao se alimentar e defecar torna-se um “semeador”. A ação de  engolir as sementes dos frutos faz com que estas saiam nas fezes praticamente intactas e em perfeitas condições para a germinação. Pesquisas mostram que o primata tem o costume de defecar longe do local em que se alimenta. Deste modo, a distribuição das sementes, longe da árvore da qual foi retirada, evita a competição por espaço e a ação de outros predadores, daí a importância deste animal para o meio ambiente, atuando como um reflorestador do seu próprio hábitat.
Grande parte da população de mico leão dourado encontra-se na bacia hidrográfica do Rio São João, que ainda é a principal origem de abastecimento de água da Região dos Lagos. No norte fluminense do Rio de Janeiro, um projeto atua na preservação da espécie com o objetivo de conservar outras que vivem na Área de Proteção Ambiental desta Bacia. De acordo com o coordenador do estudo e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Carlos Ramon Ruiz-Miranda, o mico leão dourado é considerado uma “espécie bandeira” para a conservação da Mata Atlântica. “Ao protegermos o mico leão dourado, estaremos favorecendo todas as outras espécies da região. Isso porque ele reúne características ecológicas de espécies de vários grupos, entre elas alimentação diversificada, com insetos, frutas e pequenos vertebrados, e necessidade de diversos habitats para viver, como encostas e baixadas”, explica.

As populações de micos estão distribuídas em duas reservas biológicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a da União e a de Poço das Antas, e em 28 reservas particulares ou fazendas, todas localizadas na Bacia do Rio São João, são cerca de 1.600 micos para 13 mil hectares de florestas. De acordo com o biólogo Carlos Ramon Ruiz-Miranda “Os animais não vivem todos juntos em uma comunidade. É como se habitassem em diferentes ‘bairros’, separados entre si e de diferentes tamanhos. No estudo demográfico, temos uma estimativa da população de cada ‘bairro’. O conjunto das populações desses ‘bairros’ é chamado de metapopulação”.
Para os cientistas é de grande importância o manejo dessas “metapopulações”, com o objetivo de evitar a extinção. Na década de 1990 animais que viviam isolados em uma área foram removidos para outra, visando à preservação da espécie. Na mesma época, foram realizados cruzamentos de micos criados em cativeiro com outros micos selvagens. Aos poucos os pesquisadores deram início à reintrodução desses primatas na natureza.
O desmatamento para retirada de madeira, agricultura e pecuária, e a caça para o comércio ilegal de animais silvestres, contribuíram para uma redução drástica das populações de mico leão dourado. O desmatamento se torna um grande aliado à extinção destes animais. Com os pastos que substituem as matas, os animais não circulam, fazendo com que haja a separação das famílias em locais isolados e não deixando acontecer a reprodução. Para solucionar este problema foi criado então o corredor ecológico. O grupo de pesquisadores da Associação Mico Leão Dourado (AMLD) fez  um reflorestamento ligando duas florestas cujos entornos foram desmatados, fazendo com que os micos circulem e possam manter contato. Os corredores ecológicos são áreas planejadas com o objetivo de reduzir a fragmentação das florestas e possibilitar a conservação dos recursos naturais e da biodiversividade. No caso do mico leão dourado esta foi a solução encontrada para garantir a variabilidade genética da espécie.



Questões para debate:

1    -      Qual a importância do mico leão dourado para a diversidade ecológica da Mata Atlântica?

 2    -      Podemos considerar os corredores ecológicos como uma “solução” para a extinção do mico leão dourado?





 Por: Daniele Espadete
( Licencianda em Pedagogia – UFRJ)


Fontes:

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/mosaicos-e-corredores-ecologicos.html

Fonte das imagens:

www.micoleao.org.br/                       

 www.tvbicho.com.br    













                    

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Amazônia, conservar ou explorar?

A Amazônia, um ecossistema de 6,9 milhões de quilômetros quadrados, envolve nove países da América do sul - Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. A maior parte do bioma amazônico fica no Brasil cobrindo 4,2 milhões de quilômetros quadrados, 49% do território nacional, se distribuindo em nove estados: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão.
Há muito a Amazônia vem sofrendo desmatamentos devido à extração de madeiras, expansão de assentamentos, crescimento das áreas agrícolas, ampliação das áreas de criação de gado e, especialmente, aumento das plantações de soja.
Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento o desmatamento acumulado no período de agosto de 2012 a maio de 2013 totalizou 1.654 quilômetros quadrados de floresta. Esse índice representa um aumento de 89% em relação ao período anterior (agosto de 2011 a maio de 2012), quando o desmatamento somou 873 quilômetros quadrados.
Com o crescimento do desmatamento a população poderá sofrer consequências. Por exemplo, as árvores que deveriam estocar entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono, com o desmatamento não cumprem seu papel e o gás acaba indo parar na atmosfera. Outros resultados da eliminação da cobertura vegetal são, principalmente, a redução da umidade do ar, a erosão do solo e a degradação das áreas de bacias hidrográficas. Na Amazônia temos uma grande biodiversidade de vegetais, mamíferos, pássaros e insetos, que podem ser extintos com o desmatamento.

Para as populações que vivem neste ecossistema as consequências também são graves: desequilíbrio social, econômico e a diminuição da qualidade ambiental. As matérias primas extraídas por comunidades da Amazônia, e das quais dependem para a sua sobrevivência nesse território, como essências, óleos, sementes, frutos, peixes etc e, mesmo os materiais coletados para estudos científicos de novas espécies estão ameaçados. A ideia de que a economia e o desenvolvimento da Amazônia estão garantidos pelo extrativismo, portanto, se torna um sonho irrealizável.



A Amazônia mesmo enfrentando as consequências do avanço do desmatamento tem sua importância para o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Há uma proposta para o Brasil zerar o desmatamento até 2015 e, dessa forma, ajudar a diminuir o aquecimento global. Devem se legitimar leis para a proteção de áreas de conservação e monitorar as terras para que não haja mais desmatamento. Somente uma relação entre homem e natureza que não seja baseada no consumo e na exploração irracional do que a natureza produz poderá transformar este quadro de destruição.

Debate em sala de aula:

Ø Você consegue estabelecer uma relação entre desmatamento e pobreza?
Ø Quais as consequências da destruição do ecossistema amazônico para o equilíbrio socioambiental dos moradores da região e quais as consequências para o planeta?



Fontes:
Fontes das imagens:

Por Tatiane Santana 
(Licencianda em Pedagogia, Universidade Federal do Rio de Janeiro)


segunda-feira, 29 de julho de 2013

AQUECIMENTO GLOBAL, AS COISAS ESTÃO ESQUENTANDO POR AQUI?

     Somente uma parte da radiação (energia) que chega do Sol é absorvida pelo planeta Terra - oceano e solo, além da atmosfera, incluindo o ar perto da superfície da terra.  Desta radiação solar que chega 30% é refletida e lançada de volta ao espaço, já os outros 70% são absorvidos pela Terra (51% pela superfície e 19% pela atmosfera).
     Na atmosfera terrestre as nuvens absorvem energia, mas outras moléculas também auxiliam. As principais moléculas que absorvem essa energia são o vapor d´água (H2O), o oxigênio (O2), o ozônio (O3), gás carbônico (CO2) e óxido nitroso (N2O).
     Da radiação que chega - 51% - atinge a superfície do planeta. Essa energia é absorvida pela superfície (solo e oceanos), sendo responsável pelo seu aquecimento. Este calor vai ajudar, por exemplo, a mudanças no estado físico da água – sólido, líquido, gasoso – e no seu ciclo.  Tudo o que explicamos até agora tem papel importante no balanço de energia Sol-Terra e contribui de forma natural para o efeito estufa.
    Os gases que atuam diretamente no efeito estufa são o vapor de água e o CO2. Quanto mais próximo da superfície, maior é a contribuição do vapor de água para o efeito estufa – 65%. Se incluirmos o CO2 e os demais gases do efeito estufa, como os da família dos CFCs (clorofluorcarbonetos), esta taxa chega a 70%. A sobra de energia não absorvida vai ser enviada para o espaço.
    A capacidade do planeta de refletir a energia do Sol é variável, muda de acordo com causas naturais, por exemplo, a variação da quantidade de raios cósmicos e o aumento de nuvens espessas, a quantidade de superfície coberta por gelo, partículas vindas de erupções vulcânicas; ou pela interferência humana, através de mudanças na superfície da Terra. Gelo e neve podem refletir 90% da energia solar, florestas refletem 12%, oceanos e lagos refletem 10%. Desmatamento, que provoca a eliminação de imensas áreas cobertas por florestas, por exemplo, resultam em interferência humana sobre o clima do planeta.
    Alguns cientistas acreditam que o aumento de temperatura ocorre devido a ações humanas, principalmente a partir da Revolução Industrial, graças ao uso de carvão e petróleo, energias que liberam CO2 na atmosfera, causando poluição e variações na intensidade do efeito estufa (IPCC, 2007). Com a industrialização, crescimento populacional e o desenvolvimento de novas fontes poluidoras novos problemas trouxeram consequências para a vida no planeta.
    Entretanto, ao atribuir o aumento do efeito estufa unicamente ao aumento de CO2, deixa-se de considerar as mudanças nas concentrações dos outros gases-estufa devidas às atividades humanas. Também desconsideramos que o CO2  é consumido pela biosfera e pelos oceanos, através da fotossíntese - biomassa. Ou ainda, que 4 bilhões de toneladas do gás fiquem armazenadas, por ano, na atmosfera (PINA et al, 2010).



     Portanto, diferente do que mostra a mídia, apontamos que este tema ainda está em discussão. Cientistas divergem sobre as origens, as causas e consequências do efeito estufa, especialmente em relação às mudanças climáticas.

   Sabemos que os países que mais emitem os gases poluentes são Estados Unidos, União Europeia, China, Rússia, Japão e Índia. A China está entre os maiores poluidores, com um aumento no ano de 2012 de 10,4% de emissão de CO2, junto com outros gases que absorvem e apreendem a radiação do sol. Pensando em resolver esta situação, em 1997, foi assinado por 84 países o protocolo de Kyoto, cujo objetivo era estabelecer a redução gradativa de gases poluentes na atmosfera.  Hoje, 146 países, inclusive o Brasil, assinam o protocolo.
   A despeito das controvérsias científicas podemos diminuir os gases poluentes da atmosfera deixando de lados as energias “sujas” e exigindo energias renováveis como o sol, o vento, a água e a biomassa. Parar com o desmatamento para que as árvores possam participar do equilíbrio climático também pode ser muito importante.

DEBATE PARA A SALA DE AULA:

Ø  O que individualmente podemos fazer para diminuir a emissão dos gases poluentes? E coletivamente?
Ø  Por que países como os Estados Unidos se recusam a assinar o Tratado de Kyoto?

Autora: Tatiane Santana Licencianda em Pedagogia pela UFRJ.



Fontes:

PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇAS DO CLIMA. Mudança do Clima 2007: A Base das Ciências Físicas. Contribuição do Grupo de Trabalho I ao Quarto Relatório de Avaliação do IPCC. Disponível em:<http://www.ipcc.ch/pdf/reports-nonUN-translations/portuguese/ar4-wg1-spm.pdf>
PINA, Agenor et al. Mudanças climáticas: reflexões para subsidiar essa discussão em aulas de física. IN: Cad. Bras. Ens. Fís., v. 27, n. 3: p. 447-470, dez. 2010.

terça-feira, 23 de julho de 2013

AGRONEGÓCIO OU AGROECOLOGIA, QUAL O MELHOR CAMINHO A SEGUIR?

O agronegócio pretende se consolidar como uma ideia hegemônica. Desloca o caráter concentrador e predador do latifúndio para colocar no seu lugar a concepção de uma intensa produtividade, gerada por uma “moderna agricultura”. Os defensores do agronegócio afirmam que é ele o principal responsável pela totalidade da produção agropecuária (Canuto, 2004), sendo responsável por abastecer a população com alimentos.
O agronegócio delimita os sistemas integrados de produção de alimentos, fibras e biomassa, operando desde o melhoramento genético até o produto final, onde todos os agentes que se propõem a produzir matérias-primas agropecuárias devem se inserir, sejam eles camponeses ou pequenos donos de terra, fazendeiros ou assentados (Guimarães et al., 2010).
Para contrapor ao modelo de agricultura química, proposto pelo agronegócio, temos o resgate daquilo que os camponeses já desenvolvem desde tempos imemoriais como forma de produzir: a agroecologia (Guimarães, et al., 2010).
A agroecologia, que trabalha em prol da agricultura orgânica, “tem no trabalho familiar, nos conhecimentos locais e no respeito ao ambiente sua sustentação, sendo contrária ao agronegócio que tem na produção, circulação e consumo seus valores e que culminam na apropriação desigual da riqueza socialmente produzida, vem provando que os paradigmas das sociedades ditas “modernas” estão aflorando nas contradições e são elas os motores que giram as possibilidades das mudanças calcadas nas organizações camponesas, hoje representadas pelos movimentos sociais” (Guimarães, et al., 2010).

 A agricultura familiar e camponesa está presente em todas as grandes produções destinadas ao mercado interno ou à exportação: contribui com dois terços da produção de tubérculos e de leite, um terço da produção de soja, 20% de carne bovina e frutas. O fumo, a laranja, o cacau, a pimenta-do-reino são também produções camponesas no Brasil. A produção dos estabelecimentos onde o trabalho assalariado domina, isto é, o agronegócio, apenas ganha para a cana-de-açúcar, a soja, o arroz e a pecuária bovina (Schneider, 2003).







DEBATE PARA A SALA DE AULA:
  •  A charge é uma ilustração humorística com o objetivo de satirizar algum tema. A partir das charges de Latuff, o que se pode concluir?

·         A prática de agricultura familiar poderá suprir as necessidades alimentares do Brasil?

REFERÊNCIAS

1- CANUTO, A. Agronegócio: a modernização conservadora que gera exclusão pela produtividade. Revista Nera, ano 7, n. 5, agosto/dezembro, 2004.

2-      GUIMARÃES, R. R. & Mesquita, H. A. de. Agroecologia x agronegócio: crises e convivências. Espaço em Revista 2010, vol. 12 nº2 jul/dez. 2010.    

3- SCHNEIDER, S. Teoria social, agricultura familiar e pluriatividade. RBCS, vol. 18 n. 51, fevereiro/2003.

FONTES PARA MAIS INFORMAÇÕES

  1. http://vozesdoverbo.blogspot.com.br/2013/05/agropecuaria-no-brasil-e-no-mundo_10.html;
  2. http://mpabrasiles.wordpress.com/2010/02/18/censo-agropecuario-confirma-agricultura-camponesa-e-a-principal-produtora-de-alimentos-do-pais/;

Autoria: Mariana Passos (Licencianda em Ciências Biológicas, UFRJ)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vegetariano: ser ou não ser? Eis a questão!

Vegetarianismo é o consumo de uma dieta composta predominantemente por alimentos de origem vegetal. Grande parte dos estudos clínicos sobre vegetarianos classifica-os em “vegans” ou “vegetarianos puros”, “lacto vegetarianos” ou “ovolactovegetarianos”. Mas o que estes nomes estranhos significam? Os vegans não ingerem alimentos de origem animal, alguns consomem mel. Os lacto vegetarianos ingerem, além de produtos vegetais, derivados de leite, como queijos, manteiga etc e os ovolactovegetarianos acrescentam tanto ovo, quanto leite e seus derivados na alimentação, eliminando qualquer outro produto de origem animal.
Por séculos o vegetarianismo tem sido relacionado a questões éticas e religiosas, e associado a uma noção de padrão saudável de nutrição. Alguns estudos demonstram que a adoção da dieta vegetariana comporta alguns riscos à saúde, particularmente relevantes nos vegetarianos puros como, por exemplo, a carência de determinados tipos de nutrientes predominantemente encontrados em produtos de origem animal, como a vitamina B12 e a vitamina D. Contudo, há trabalhos que demonstram o possível benefício da dieta vegetariana em relação a determinadas doenças como a hipertensão, o diabetes tipo dois e a obesidade, todos estes, fatores de risco de doenças cardiovasculares.

Segundo Nelson Pedro, da Universidade de Coimbra, “a dieta vegetariana poderá significar mais uma ideologia de quem a segue, do que propriamente o estabelecimento de uma dieta com efeito terapêutico, ou simplesmente ‘saudável’ baseado em fatos científicos”.
Debate em Sala de aula:
·      Você conhece pessoas que têm restrições na ingestão de alimentos? Seriam razões de que natureza econômica, cultural, religiosa?
·     Converse com estas pessoas e tente compreender as razões que possuem para não comerem determinados alimentos.
·  Analise a imagem “A água que você não vê” e discuta a relação entre o uso da água e a produção de alimentos.

https://semeadordeletras.files.wordpress.com/2012/03/a-agua-que-vc-nao-ve.png



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZ5TrAXUDLUxH3JQn6n37ePJJvlM37RL2diLbcpO4wATo0aPf2o2euo_7czACT8xWKltqr-tjZp-tMF2_PixqxBtA_if7TZ5WdpqEw0_9sFm5yGvPOnKUK5CZA8xdzU3RIA1MLSOwqEKk/s400/221906_196973770337981_153068531395172_434969_4296251_n.jpg

Fontes:
Sociedade Vegetariana Brasileira: http://www.svb.org.br/vegetarianismo/
Vegetarian Society:  https://www.vegsoc.org/



Por Camila Venturini, Gil Cardoso, Vinícius Zanini

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pensando sobre a importância dos manguezais.

 Que ecossistema é esse?

O manguezal, também chamado de mangal, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma área que é periodicamente inundada pela subida e pela descida das marés. Os manguezais são próprios de regiões tropicais e subtropicais do planeta.
Contribuem para a riqueza das águas litorâneas através da exportação de matéria orgânica. Os manguezais recebem substâncias carregadas pelos rios e os recicla, transformando-os em matéria orgânica que servirá de alimento para muitos habitantes do ecossistema marinho.

O manguezal destaca-se como um ecossistema de grande importância ecológica, exercendo diversas funções, dentre elas:

·         Protegendo as linhas de costas, através da vegetação que age como uma espécie de barreira contra a ação erosiva das ondas e marés;
·         Funciona também como um “filtro biológico”, pois absorve matéria orgânica (proveniente do lançamento de esgotos, além de outros sedimentos) e substâncias químicas (óleos e metais pesados, por exemplo), contribuindo para o equilíbrio ecológico e para nossa saúde.

É um ecossistema que, devido a sua riqueza, serve como área de alimentação e abrigo para as mais diversas espécies, tornando-se um grande ‘berçário’ natural, tanto para as espécies características desse ambiente, quanto para aquelas viajantes que vêm de longe, as migratórias.
As aves e os caranguejos são de extrema importância para o manguezal, o ato de escavar as tocas a procura de alimentos faz com que o sedimento revirado pelos animais, permita mais oxigenação do substrato liberando, assim, nutrientes enriquecedores para o manguezal.
 Os manguezais, em sua biodiversidade, são fonte de sustento para várias famílias que vivem e trabalham em seu entorno. Muitas atividades podem ser desenvolvidas de forma a não causar danos aos manguezais, entre elas, destacam-se:
o   Cultivo de bromélias e orquídeas;
o   Cultivo de ostras;
o   Criação de abelhas para produção de mel;
 o   Pesca esportiva e de subsistência, evitando sobrepesca e a pesca de larvas juvenis e fêmeas com ovos.   
http://www.vivaterra.org.br/manguezal_22.jpg

No estado do Rio de Janeiro, mais precisamente no Município de Guapimirim, está localizada a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim que engloba os manguezais da parte oriental da Baía de Guanabara, incluindo os municípios de Magé, Guapimirim, Itaboraí e São Gonçalo, com 14.000 hectares de área. A APA foi criada em 25 de setembro de 1984, pelo Decreto Federal nº 90.225, atendendo na época, ao desejo de universidades, movimentos ambientalistas e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC. Esta se tornou a primeira unidade de conservação específica de manguezais, no Brasil.

A região onde a APA de Guapimirim está localizada é ocupada por zonas urbanas e atividades agrícolas, habitadas por agricultores, pescadores e, ainda, por uma população de baixa renda responsável por alguns problemas que afetam a conservação dos manguezais, dentre os principais agravantes estão: invasões, desmatamentos, queimadas, esgotos e a produção de grande quantidade de lixo

Em janeiro de 2000, após um grande vazamento do oleoduto da Petrobrás, deu-se início a um projeto para contribuir na preservação do manguezal de Guapimirim, mais uma tentativa de proteção a este ecossistema que, do estado do Rio de Janeiro, é um dos maiores.

http://www.portaldoagronegocio.com.br/arquivos/n_manguezal_caranguejos_450756498.jpg

http://www.icmbio.gov.br/apaguapimirim/images/stories/com_icmbio_slideshow/1.jpg

Questão para debate

Os manguezais são, em sua maioria, fonte de sustento para diversas famílias que vivem em seu entorno. O que fazer para conciliar uso e preservação dos manguezais?

Fontes de consulta:

www.ecologia.ib.usp.br/
www.jbrj.gov.br/pesquisa/projetos_especiais/Guapimirim.htm




Autora: Daniele Espadete
Licencianda em Pedagogia (Universidade Federal do Rio de Janeiro)