Transgênicos: problema ou solução?
Os genes são partes do DNA (ácido desoxirribonucleico) responsáveis
pelas características dos seres vivos. Essas características podem ser físicas
e fisiológicas. Um organismo geneticamente modificado (OGM) é aquele que possui
qualquer alteração em seu genoma original. De acordo com essa definição,
podemos, agora, caracterizar os transgênicos como OGMs os quais receberam parte
do genoma (um gene específico) de outro organismo.
Se colocarmos em um
organismo um determinado gene, como por exemplo, ligado à resistência a
pesticidas em uma plantação, as ervas daninhas serão prejudicadas, e assim, a
produção interessada não será eliminada pelo veneno.
Podemos citar outras vantagens apontadas pelos partidários dos
OGMs, abaixo:
- Capacidade praticamente ilimitada de transferência de genes – É possível transferir para o organismo quantos genes forem necessários para sua resistência, crescimento ou mesmo aparência;
- Perspectiva lucrativa às grandes potências biotecnológicas e aos produtores rurais adeptos desta tecnologia - É possível manipular, reduzir ou erradicar as causas de perda da produção de alimentos;
- Capacidade de resistência às doenças e pragas;
- Diminuição do uso de pesticidas;
- Desenvolvimento mais acelerado da produção;
- Aumento da qualidade nutritiva.
Porém, nem tudo é somente sucesso e lucro. Devemos pensar também nos
malefícios vinculados a essa prática; afinal, estamos modificando o material
genético de um ser vivo! É nesse ponto que observamos um grande problema:
poucos estudos acerca do tema estão sendo divulgados, dificultando a avaliação
de riscos pela população consumidora destes produtos.
Podemos citar alguns
outros problemas, abaixo:
- Possíveis alergias, alterações no sistema nervoso e motor e danos severos ao fígado;
- Contaminação gênica;
- Ameaça à biodiversidade;
- Possível não-transferência do gene incorporado às gerações seguintes;
- O elo final, agricultores e consumidores ainda não possuem confiança nesses produtos (principalmente por serem “novos’ e por não terem dados conclusivos);
- Poucas pesquisas são realizadas e divulgadas justamente pela grande pressão econômica feita através dos grandes produtores da tecnologia. Assim, possuímos dados insuficientes relacionados ao consumo de longo prazo, nas áreas da saúde e ambiental;
Debatendo...
1 – Há pouco incentivo à pesquisa a
respeito do impacto ambiental/saúde causado pelos transgênicos. Por que isso
acontece?
2 – Como identificar produtos transgênicos
industrializados? E os comercializados individualmente (“sacolões” e
hortifruttis)?
3 – Quais outras questões podem ser abertas
nas áreas de saúde, meio ambiente, ética e cultura relacionadas ao consumo de
transgênicos?
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Assista aos vídeos:
O mundo segundo a Monsanto (traduzido) - 1h50min
e
Milho transgênico pode provocar tumor - 2min
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3HOjKbdSqvk
Fontes:
- Camara, M.C.C. et al. Transgênicos: Avaliação da possível (in)segurança alimentar através da produção científica. História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Rio de Janeiro. Vol. 16, n.3, jul – set. 2009, p.669-681.
- Valles, S. ‘Transgênicos sem manequeísmo’. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, vol. VII(2), 493-98, jul. – out. 2000.
- Cavalli, Suzi Barletto. Segurança alimentar: a abordagem dos alimentos transgênicos.Rev.Nutri.Vol.14.suppl. 0.Campinas.2001.
Autores:
Whitaker
Jean Jaques e Silva – whijeanjs@gmail.com
Nataly
Lima – lima.p.nataly@gmail.com
Paula Regina de Almeida da Silva. – paulareginaaps@ig.com.br











