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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Preservação X Lucro: uma discussão que deve ser feita.

O desmatamento é um dos assuntos mais discutidos na mídia brasileira, principalmente em meio a tantas alterações climáticas e ambientais. A sociedade está cada vez mais atenta às causas de tais mudanças, buscando soluções ou paliativos. Procuram-se responsáveis: seria a negligência do governo na regulamentação e fiscalização das atividades econômicas que fazem uso das florestas? Seria o descaso das empresas que só visam lucro? Ou a população que consome produtos vindos do desmatamento? Mesmo fazendo todos esses questionamentos, a fim de descobrir que parte mais se destaca em relação ao desmatamento, ligamos de pronto uma atividade econômica à destruição das florestas: a agropecuária. É na relação entre essa atividade e os desmatamentos que basearemos a discussão deste clipping.


Fonte: Desmatamento na Amazônia. Dados do INPE/PRODES. *Dados Preliminares.
No gráfico acima temos apontada a área total desmatada da floresta Amazônica no decorrer dos últimos 14 anos, incluindo não só o desmatamento causado pela agropecuária. Segundo estudo realizado pelos pesquisadores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo (USP) as atividades agropecuárias são causadoras de metade das taxas de desmatamento na floresta Amazônica. Ou seja, aproximadamente 2.424 quilômetros quadrados foram desmatados apenas no ano de 2014, para que essas atividades fossem exercidas. Tal número, apesar de ser muito significativo, representa o menor índice dos últimos 13 anos, já que o recorde de destruição da agropecuária, chegou a aproximadamente a 13.886 quilômetros quadrados, em 2004.
Como todos sabem, o desmatamento da floresta Amazônica, não afeta apenas os estados e regiões em que ela está inserida, mas a todo o país. As mudanças mais notórias e que ocorrem além da floresta são as climáticas, principalmente as relacionadas ao regime de chuvas – volume, frequência e locais de precipitação. O desmatamento reduz a quantidade de água liberada na atmosfera pela vegetação através da evapotranspiração. A área desmatada, mais seca e quente, tende a atrair os vapores de água para si, desregulando a distribuição da chuva.


A agropecuária agrega duas atividades primárias da economia, são essas: a agricultura (cultivo de plantas) e a pecuária (criação de animais), abastecendo tanto o mercado interno quanto o externo. Essa atividade exerce um papel fundamental na economia brasileira, sendo responsável pela maioria das exportações do país. Representando 8% do Produto Interno Bruto e empregando pelo menos 10% da população economicamente ativa do país.


EVAPOTRANSPIRAÇÃO
É a perda de água armazenada nos solos e nas plantas liberada em forma de vapor para a atmosfera
CICLO DA ÁGUA
Refere-se à contínua troca de água na hidrosfera, entre a água dos solos, das plantas, da superfície e da atmosfera.
PRODUTO INTERNO BRUTO
É a soma de todos os bens e serviços gerados em determinado país. (Fonte:http://www.brasilescola. com/ economia/pib.htm).
  
Debate:
Consciente da interferência da agropecuária para o desmatamento, discuta como essa atividade pode continuar a ser exercida diminuindo os danos às florestas brasileiras. Debata também até que ponto devemos “deixar” que o meio ambiente seja explorado em prol da economia ou de nosso bem-estar.

Sendo a maior floresta tropical do mundo, as alterações realizadas na Floresta Amazônica não trarão prejuízos apenas para a área que esta ocupa, pesquise sobre a relação das alterações climáticas ocorridas no Brasil com os casos de desmatamento na Floresta Amazônica.

                                                                                                                         
Referências:
ALISSON, E. Por trás do desmatamento da Amazônia. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/por_tras_do_desmatamento_da_amazonia/17903/> Acesso em: 02 de abril de 2015.

Moutinho, P. 2006. Biodiversidade e Mudança Climática sob um Enfoque Amazônico. In: Rocha, C. et. al. Biologia da Conservação: Essências. São Carlos. RIMA. Disponível em: <http://www.ipam.org.br/saiba-mais/abc/mudancaspergunta/Como-o-desmatamento-contribui-para-as-mudancas-climaticas-/28/18> Acesso em: 03 de abril de 2015.

PENSAMENTO VERDE. Consequências do desmatamento para o meio ambiente. Disponível em: <http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/consequencias-do-desmatamento-para-o-meio-ambiente/> Acesso em: 29 de março de 2015.

FRANCISCO, W. C. O que é agropecuária. Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com/geografia/agropecuaria-5.htm> Acesso em: 02 de abril de 2015.
O ECO. O que é evapotranspiração. Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28768-o-que-e-evapotranspiracao> Acesso em: 04 de abril de 2015.


Autoria:
Julia Moura da Silva Alves (Aluna do Ensino Médio do Colégio Pedro II, Unidade Realengo, Bolsista Jovens Talentos FAPERJ)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pensar no planeta ou pensar no conforto? Uma discussão sobre meios de transporte.


Muitas pessoas falam em “ajudar o planeta”, preocupam-se com o aquecimento global, com as mudanças climáticas, falam sobre sustentabilidade e economia verde, discutem sobre adotar modos de vida que não afetem tanto o planeta.  Mas será que as pessoas põem em prática aquilo que dizem? Ouvimos tanto que o nosso planeta está cada vez mais quente e um desses motivos seria a emissão de gases poluentes na atmosfera. Vamos pensar, os carros usados como meio de transporte liberam gases que poluem o ar. Então, por que usamos carros como meio de transporte?



Um meio de transporte alternativo e muito econômico (tanto para o planeta, quanto para o nosso bolso) é a bicicleta. A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado nas cidades pequenas, com cerca de 50 mil habitantes e, incrivelmente, o número de ciclistas nas ruas das grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro também têm crescido. As pessoas que colocaram seus carros na garagem e adotaram a ‘magrela ou bike’ dizem estar muito satisfeitas, já que o trajeto casa-trabalho que levava em torno de 1h30min nos horários de pico, com a bicicleta leva em torno de 30min, isso porque, sobre duas rodas, conseguem fugir do trânsito cada vez mais complicado das grandes cidades...
 Além dos benefícios que traz ao ser humano, fazer uso da bicicleta é também uma forma de ajudar o planeta, já que esta não emite gases poluentes, ou seja, podemos pedalar a vontade sem emitir poluentes. Enquanto os veículos automotores, segundo pesquisas, são responsáveis por cerca de 90% das emissões de gases na grande São Paulo. Além de todo esse benefício, uma organização que tenta promover o uso das bicicletas também mostra que as bicicletas podem mudar nosso humor, isso porque as “endorfinas¹ liberadas pelo exercício contribuem para um relaxamento muscular e mental, o que faz os praticantes de atividade física regular verem a vida com outros olhos. O humor melhora tanto no trabalho como em casa. E um relacionamento melhor com os colegas proporciona um ambiente de trabalho mais agradável para todos.

¹endorfinas – um hormônio neurotransmissor utilizado pelos neurônios para comunicação no sistema nervoso


Apesar do benefício com as pedaladas e da poluição do transporte individual, o número de pessoas que abandonam os ônibus e passam a utilizar o carro como alternativa ao transporte coletivo também cresceu. Estima-se que, em São Paulo, foram adicionados mais de 120 mil veículos às ruas. Mas, se a bicicleta traz tantos benefícios, por que as pessoas preferem utilizar o carro? Se pararmos para pensar, apesar de seus problemas, os carros também trazem um grande benefício que as pessoas têm passado a buscar com muita frequência nos últimos anos, o conforto!


Apesar do número de ciclovias ter crescido muito ultimamente, não podemos usar a bicicleta para chegar a um lugar muito distante de nossa casa, isso se dá porque pode causar um excesso de esforço ou até mesmo porque em algumas avenidas e rodovias é proibido o uso de bicicletas, por uma questão de segurança. Tratando-se da saúde do planeta, muitas pessoas dizem que a melhor opção é usar o ônibus como transporte, mas estes também causam grandes problemas, como por exemplo, excesso de passageiros e às vezes muitos atrasos, gerando desconforto e lentidão no trânsito. O carro, ao contrário, possibilita sempre uma maneira autônoma, já que não se depende do horário do transporte público, e é confortável de viajar. Além disso, se não estiver viajando em horário de rush, o carro garante a viagem e o trajeto mais rápido e, assim, o motorista pode chegar em casa mais cedo e ter mais tempo para executar alguma tarefa pendente ou, até mesmo, aproveitar a família e o lazer.

Questões para debate:


  • É possível conciliar o uso de carro e bicicleta de forma que você possa contribuir para a saúde do nosso planeta e, ao mesmo tempo, para o seu conforto? 
  • Em duplas, pesquise sobre outros problemas e benefícios que nos causam usar o carro e a bicicleta, após isso comparem os resultados e discutam, enfim, a melhor alternativa de transporte.

Referências Bibliográficas:

 Autoria:
Maiara Pereira Barreto
Licencianda de Ciências Biológicas – UFRJ
Bolsista PIBEX – UFRJ – FE/IB


quinta-feira, 3 de julho de 2014

É possível produzir energia "limpa"?

É possível produzir energia "limpa"?


Energia sustentável ou energia limpa são termos utilizados para fontes que produzem formas de energia sem que haja impactos ambientais, ou seja, sem que para isto, o meio ambiente seja agredido. Novas alternativas de produção de energia começaram a ser pensadas não só para diminuir a quantidade de gases poluentes lançados na atmosfera, mas também porque as fontes utilizadas para essa produção (os famosos “combustíveis fósseis”, como mais popular, o petróleo) são esgotáveis, ou seja, um dia irão acabar. Então, novas formas de se obter energia elétrica precisavam ser pensadas.
Assim surgiram várias opções, dentre elas a energia solar (obtida pelos raios solares), a energia hidráulica (fornecida através da movimentação da água) e a eólica (produzida através da captação de correntes de vento). A hidráulica é a que possui maior capacidade de produção de energia e, em custos, é mais barata (vide quadro informativo), sendo a mais utilizada no país. Fontes que nunca se esgotam, possuem baixo custo de manutenção e, ainda por cima, não poluem. Uma ideia genial! Será? Vamos conhecer algumas dessas formas?


Solar: De toda a luz solar que chega à Terra, apenas uma pequena parte é absorvida pelos seres vivos, podendo assim, ser aproveitada para as necessidades humanas. Para que seja usada na produção de energia, a luz solar é captada por meio de painéis com células fotovoltaicas, que a transformam em energia elétrica. Depois de pronta para uso, ela não gera poluição alguma e sua manutenção em custos finais torna-se barata, já que exige pouca manutenção. Porém, para a produção dos painéis é necessário processar certa quantidade de silício (componente químico), que emite gases poluentes na atmosfera, causando poluição.
Eólica: É produzida quando turbinas de 2 ou 3 hélices giram, graças a força do vento, e este movimento transforma energia mecânica em energia elétrica. Seu custo de instalação é baixo (em relação a fontes não renováveis de energia), e não polui. Porém, a instalação de usinas eólicas pode resultar em impactos, por exemplo: ameaça ao voo de pássaros, caso sejam instaladas em sua rota de migração; poluição sonora e também interferência em transmissões de rádio e TV.
Hidráulica: É obtida quando a água passa com muita força e velocidade nas tubulações de usina hidrelétrica, isso provoca o movimento das turbinas e gera energia. O seu rendimento é o maior entre todas as fontes alternativas de energia e seu custo de manutenção é basicamente zero. Na mesma medida em que gera muita energia, também gera muitos problemas.  De todas as fontes renováveis de energia, a energia hidráulica é a que a mais causa impactos ambientais. Ela pode causar: morte de peixes, podendo ainda prejudicar também sua reprodução; perturbação de habitats, quando a colocação das barragens destrói parte do ecossistema e, assim, muitas espécies - animais, vegetais e microorganismos do solo - são destruídas; alagamentos de cidades com o deslocamento de pessoas, por causa da inundação de extensas áreas.


Apesar de todos os problemas gerados com a produção de “energia limpa”, diante do custo financeiro e socioambiental, sua produção precisa ser considerada em virtude de uma sociedade que cada vez mais consome quantidades absurdas de energia.


QUADRO INFORMATIVO (FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEIS)
Tipo de energia
Custo de instalação
Custo de produção
(Gastos para que haja a produção de energia)
Produção (MWh)
(atual)
Solar
Não informado
-
1,49
Hidrelétrica
(Grande porte)
84,58
-
78.685,53
Eólica
99,58
-
1.543,04
Fonte: ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)


QUADRO INFORMATIVO (FONTES DE ENERGIA NÃO-RENOVÁVEIS)
Tipo de energia
Custo de instalação
Custo de produção
  Preço final
Óleo combustível
166,57
505,76
672,33
Óleo diesel
166,57
630,29
796,86
Fonte: ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)


Questões para debate
  •   Compare as vantagens e desvantagens da produção de energia "limpa". Podemos dizer que existe um tipo mais viável para ser investida? Justifique!
  •    Se você pudesse criar uma forma de se obter energia, como seria?


Bibliografia:



Autoria:
Maiara Pereira Barreto
Licencianda em Ciências Biológicas - UFRJ
Bolsista PIBEX – CCS/FE