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segunda-feira, 11 de julho de 2016

BACTÉRIAS “SUPERPODEROSAS”: QUEM VAI VENCER ESSA BATALHA?

A resistência aos antibióticos – um processo em que eles perdem o efeito, porque as bactérias tornaram-se resistentes – está ganhando nova importância na agenda global, devido à crescente consciência da imensa ameaça que representam à saúde e à sobrevivência humanas. No entanto, ainda não há ações suficientes para enfrentar tal crise, que foi debatida no encontro dos ministros da Saúde na ONU, entre 23 e 28 de maio deste ano.
Nosso corpo vive cercado de bactérias. Elas estão por toda parte, na nossa pele, boca, intestino e nas vias aéreas superiores. Vivemos em harmonia com elas e pra falar a verdade não viveríamos sem elas. Dizemos então que somos colonizados por bactérias. Toda vez que uma bactéria tenta entrar num órgão onde ela não deveria estar, como pulmão, bexiga, ou sangue, nosso organismo aciona mecanismos de defesa que as eliminam na hora, sem muita dificuldade. Esse processo ocorre quase que diariamente no nosso corpo.
Não devemos nos automedicar, pois isso pode trazer danos para o corpo. Somente um médico para realmente saber se estamos doentes e se estas doenças são causadas por bactérias ou outros microrganismos. A gripe, por exemplo, é causada por um vírus e não adianta de nada tomar antibióticos, o que pode diminuir nossas defesas. Porém, muitas pessoas tomam medicação por conta própria, sem ir ao médico para analisar se precisa ou não de antibióticos. Quando tomamos antibióticos, esses matam não somente as bactérias que estão causando a infecção que queremos tratar, mas também grande parte das bactérias que colonizam nosso corpo. Se tomarmos múltiplos antibióticos, cada vez mais potentes,  esse ciclo se repete até o ponto em que ficamos colonizados por bactérias resistentes a literalmente todos os antibióticos.
Não só em nas nossas casas e em nosso corpo existem bactérias. Existe uma grande variedade de bactérias em hospitais, pelo grande número de doentes, por existirem vários doentes num mesmo quarto, pela falta de higiene dos profissionais de saúde, o que pode ocasionar a temida infecção hospitalar.
A discussão está em torno da dispersão desta ‘super bactéria’. O médico Osvaldo Vitorino Oliveira, especialista na área de infectologia e epidemiologia, reforça que as bactérias se manifestam apenas em hospitais e em pessoas com quebra de barreira imunológica. Conforme o médico, as bactérias têm vários mecanismos de resistência e, pelo uso dos antibióticos no ambiente hospitalar, são selecionadas as mais fortes que sobrevivem e se reproduzem.  É o caso da super bactéria KPC (Klebsiella pneumonia carbapenemase).
“Esta bactéria só atinge pacientes fragilizados e internados em hospitais, principalmente em Unidades de Terapia Intensiva. Ela pode provocar pneumonia, infecções urinárias em pacientes com sondas, e infecção de ferida cirúrgica”, afirma o médico.
 A informação foi divulgada pelo gerente-geral de Tecnologia dos Serviços de Saúde da Anvisa. Éder Murari Borba explicou que a KPC é endêmica em vários países do mundo e não há como prever quando é que a superbactéria vai surgir em determinado país.  "Nós temos essa bactéria infectando quase todas as cidades da Argentina, Estados Unidos e, no Brasil, temos casos sendo relatados desde 2005", afirmou. 
O representante da Anvisa esclareceu ainda que é quase impossível prevenir a ocorrência de um surto. O que é preciso, segundo ele, é detectar a KPC no início –  “e isso é o que foi feito no DF. Ela está sendo controlada com medidas de higienização dos hospitais e isolamento dos pacientes”, disse Éder Murari.

Fonte: Diário Catarinense



Questão para debate:


Pense como podemos minimizar o ataque de bactérias super resistentes.




Bibliografia:


ALVIM, Flávio. Superbactéria-Você sabe como ela apareceu e como combatê-la? Disponível em:<http://blog.infohealth.com.br/superbacteria-voce-sabe-como-ela-apareceu-e-como-combate-la/>.Acesso em: 27 de junho de 2016.

DIÁRIO CATARINENSE. Médico infectologista reforça que superbactéria se manifesta apenas em ambiente hospitalar. Disponível em:<http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2012/02/medico-infectologista-reforca-que-superbacteria-se-manifesta-apenas-em-ambiente-hospitalar-3678826.html>. Acesso em: 27 de junho de 2016.


PORTAL BRASIL. Anvisa anuncia medidas para conter superbactéria KPC. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2010/10/anvisa-anuncia-medidas-para-conter-superbacteria-kpc>. Acesso em: 27 de junho de 2016.





Autoria :Juliana Lima de Asevêdo de Avelar Almeida. / Licencianda em Ciências Biológicas. Bolsista PIBEX



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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Superatletas dependem de anabolizantes?


A polêmica sobre o uso de anabolizantes reapareceu depois do caso de doping da seleção de atletismo da Rússia. Para se conseguir uma forma ideal ou um corpo que consegue ser mais “potente” e com maior desempenho é constante ver o uso de anabolizantes por atletas e outras pessoas que buscam o corpo perfeito. Entretanto, nem sempre os usuários compreendem o risco que isso pode acarretar. Ter cautela é um bom lema.

Os chamados ‘esteróides anabolizantes’ são drogas fabricadas para substituírem o hormônio masculino testosterona, fabricado pelos testículos. Eles ajudam no crescimento dos músculos e no desenvolvimento das características sexuais masculinas, como: barba, voz grossa etc. Como medicamento são utilizados em pacientes do sexo masculino para tratamento de deficiências na produção de testosterona. Os principais medicamentos esteróides anabolizantes utilizados no Brasil são: Durasteton, Deca-Durabolin e o Androxon®. Todos são vendidos com prescrição médica. Infelizmente, muitos praticantes de esportes e pessoas que buscam o corpo perfeito estão fazendo o uso indevido desses medicamentos, o que é considerado ilegal, principalmente para a criação dos chamados superatletas.







O uso dessas substâncias não começou nos dias atuais. Essa pratica é feita pelos esportistas há muitos anos. Baseado nos resultados de desempenho dos atletas, e para a fiscalização mais rigorosa das autoridades esportivas, após as competições, se convencionou realizar o exame de doping. No início dos testes anti-doping  foi constatado que várias atletas faziam o uso de anabolizantes, substâncias ilícitas no caso de competições, pois comprovadamente aumentam a performance. Ao longo dos anos, o teste se tornou obrigatório em competições oficiais, com a realização de exames antes e depois dos eventos. Porém, há algumas maneiras dos atletas e treinadores físicos burlarem essa lei.
Doping -Substância química ilegal que, ministrada num atleta, aumenta e melhora seu desempenho físico numa competição.
http://www.dicio.com.br/doping

Além dos efeitos sobre desempenho e força, estudos com usuários de EAs (esteroídes anabolizantes) também têm observado aumento de dois a cinco quilogramas no peso corporal de atletas, sendo esse diretamente relacionado ao aumento de massa magra e tamanho muscular (GIORGI et al., 1999). Esses resultados podem ser atribuídos ao aumento (hipertrofia) e à formação de novas fibras musculares, chamada de hiperplasia (KADI, 2000). O uso frequente de anabolizantes ao longo dos anos pode trazer diversos malefícios à vida do usuário.

Um estudo feito em 2007 por discentes da FAMERP/SP, docentes da UNIFEV/SP e da UNITRI/MG, mostra que apesar de todos os efeitos colaterais existe a possibilidade dos EAs terem capacidade de auxiliar na regeneração de músculos esqueléticos, dando velocidade à regeneração de fibras danificadas. Em estudo, e mesmo que seu uso seja comprovado para tal fim, ainda assim, será necessário o acompanhamento médico, com uso restrito.

É comum os adolescentes e pessoas que buscam o corpo perfeito, de forma rápida, recorrerem ao uso de anabolizantes. Mas o corpo perfeito poderia ser alcançado de forma natural, com alimentação correta e atividades físicas com acompanhamento do profissional de educação física.



Questões para debate.

Vale a pena prejudicar o corpo com o uso de anabolizantes para ganhar uma competição?

Discuta as vantagens e desvantagens de suplementos vitamínicos e anabolizantes usando a imagem abaixo:







Autoria : Juliana Lima de Asevedo / Licencianda em Ciências Biológicas UFRJ


Bibliografia



DA SILVA, Paulo Rodrigo Pedroso , et al. Esteróides anabolizantes no esporte . ARTIGO DE REVISÃO . Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/rbme/v8n6/v8n6a05.pdf> Acesso em 03/12/2015.

CENTRO BRASILEIRO DE INFORMAÇÕES SOBRE DROGAS PSICOTRÓPICAS. Esteroídes Anabolizanrtes. Disponível em <http://www2.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/ esteroides_anabolizantes.htm> Acesso em 03/12/2015.



 TAVARES, Fernando A.G, et al. Atuação dos esteróides anabolizantes na regeneração músculoesquelética .ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO. Disponível em< http://repositorio-racs.famerp.br/racs_ol/vol-15-3/IDN264.pdf> Acesso em 03/12/2015.


DO CARMO, Everton Crivoi, et al. Esteróides anabolizantes: do atleta ao cardiopata. Artigos e Materiais de Revistas Científicas. Disponível em<   http://www.producao.usp.br/bitstream/handle/BDPI/40620/S1983-30832012000200015.pdf?sequence=1> Acesso em 03/12/2015.



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